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Brasil

Barbosa pede torcida, enquanto Iziane pede calma

Arquivo Geral

19/09/2006 0h00

O Brasil já tem a receita para vencer a República Tcheca nas quartas-de-final do Mundial feminino de basquete. Segundo o técnico Antônio Carlos Barbosa, o ginásio do Ibirapuera lotado pode ser o grande diferencial para derrotar as tchecas, embora o conhecimento sobre o modo como as adversárias jogam também vá dar uma mãozinha.

“Acho que o fator torcida, o ambiente, tudo pode causar um desconforto. Uma equipe jovem, européia pode sentir um pouco desconfortável. O basquete feminino europeu não tem muito apelo lá que nem tem aqui”, acredita o treinador brasileiro.

Barbosa ainda elogia a determinação, a força física e a troca de bolas das comandadas do técnico Jan Bobrovsky. Apesar de preferir evitar as previsões para o confronto, ele admite que o time mais veloz em quadra pode acabar levando vantagem na disputa por uma vaga nas semifinais.

“Se fosse um time pequeno e rápido, era bom. Se fosse grande e lento, bom também. Mas é grande e rápido, então é complicado”, admite o técnico. “É um time difícil de você jogar contra, mas nada impossível. No momento que você está jogando bem, tudo é possível”, completa ele, que também tem na velocidade uma de suas principais armas.

Já para a ala/armadora Iziane, destaque do Brasil nos últimos jogos, a melhor forma de passar pela República Tcheca é pressionar e não deixar as adversárias mostrarem o jogo delas. Apesar de destacar a precisão das bolas de longe, ela é mais uma que pede atenção à rapidez na partida.

“Elas não gostam de ser pressionadas, não gostam dessa pressão. A gente tem que ir com calminha”, garante a jogadora que atua na WNBA pelo Seattle Storm. “Se elas pegarem o individual, pegarem a nossa batida, aí não tem como”, completa.

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