O Brasil já tem a receita para vencer a República Tcheca nas quartas-de-final do Mundial feminino de basquete. Segundo o técnico Antônio Carlos Barbosa, o ginásio do Ibirapuera lotado pode ser o grande diferencial para derrotar as tchecas, embora o conhecimento sobre o modo como as adversárias jogam também vá dar uma mãozinha.
“Acho que o fator torcida, o ambiente, tudo pode causar um desconforto. Uma equipe jovem, européia pode sentir um pouco desconfortável. O basquete feminino europeu não tem muito apelo lá que nem tem aqui”, acredita o treinador brasileiro.
Barbosa ainda elogia a determinação, a força física e a troca de bolas das comandadas do técnico Jan Bobrovsky. Apesar de preferir evitar as previsões para o confronto, ele admite que o time mais veloz em quadra pode acabar levando vantagem na disputa por uma vaga nas semifinais.
“Se fosse um time pequeno e rápido, era bom. Se fosse grande e lento, bom também. Mas é grande e rápido, então é complicado”, admite o técnico. “É um time difícil de você jogar contra, mas nada impossível. No momento que você está jogando bem, tudo é possível”, completa ele, que também tem na velocidade uma de suas principais armas.
Já para a ala/armadora Iziane, destaque do Brasil nos últimos jogos, a melhor forma de passar pela República Tcheca é pressionar e não deixar as adversárias mostrarem o jogo delas. Apesar de destacar a precisão das bolas de longe, ela é mais uma que pede atenção à rapidez na partida.
“Elas não gostam de ser pressionadas, não gostam dessa pressão. A gente tem que ir com calminha”, garante a jogadora que atua na WNBA pelo Seattle Storm. “Se elas pegarem o individual, pegarem a nossa batida, aí não tem como”, completa.