Brasil

Bancários mantêm greve em quatro estados

Por Arquivo Geral 27/09/2006 12h00

Um tribunal norte-americano rejeitou uma parte do processo que a fabricante de chips AMD está movendo contra a rival maior Intel. O juiz afirmou que a lei dos Estados Unidos não cobre muitas das reclamações da AMD.

A decisão do juiz Joseph Farnan, more about approved do tribunal distrital de Delaware, segue-se a vários trimestres em que a AMD, segunda maior fabricante de chips para computadores do mundo, tem tirado mercado da Intel.

A AMD acusa a Intel no processo aberto em 2005 de obter uma posição de domínio do mercado de microprocessadores por meio de condutas anticoncorrenciais, incluindo obrigar importantes clientes a não comprar produtos da AMD.

A Intel tem rebatido as acusações da AMD afirmando que a empresa está buscando reparação de danos sofridos por perdas de vendas a clientes no exterior. Farnan aceitou o argumento, concluindo que falta jurisdição a ele para tratar de reclamações da AMD baseadas em condutas praticadas fora dos EUA.

 

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A greve dos bancários se mantém ao longo desta quarta-feira em quatro estados e em duas cidades, visit web enquanto seguem as negociações com as instituições financeiras. Os demais voltam ao trabalho hoje, more about depois de 24 horas de paralisação na terça-feira.

No final da noite de ontem, ed porém, decidiram manter a paralisação os sindicados de Maranhão, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Em Florianópolis (SC) e Salvador (BA), os bancários também optaram por esperar avanço das negociações. Essas localidades fazem assembléia de trabalhadores no final da tarde de hoje.

Uma nova rodada de negociação entre os representantes dos sindicatos e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) está marcada para esta quarta-feira, às 15h.

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De acordo com Freitas, os representantes dos banqueiros afirmaram que, desta vez, apresentarão uma proposta na mesa de negociação. Se isso não acontecer, o movimento dos bancários tende a endurecer, segundo o presidente da Contraf e também o presidente do sindicato paulista, Luiz Cláudio Marcolino.

"Caso na negociação de hoje não tenha uma proposta por parte dos banqueiros, aí teremos uma greve por tempo indeterminado", afirmou Marcolino, também em entrevista por telefone.

A Fenaban não divulga balanço de agências e número de funcionários parados mas, por meio de seu porta-voz, afirma que considerou fraca a adesão, conforme os números apresentados pelos bancários. Somente no município de São Paulo, disse a entidade, há cerca de 2 mil agências.

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Ontem, a paralisação manteve fechada boa parte das agências situadas em alguns dos centros financeiros do País, conforme sindicatos da categoria. Hoje, os trabalhadores voltam à mesa de negociação e esperam obter uma contraproposta dos representantes dos bancos.

"Fizemos primeiro uma greve de advertência. A partir da proposta dos bancos amanhã é que teremos o novo passo", disse por telefone o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Wagner Freitas.

A entidade, que afirma reunir cerca de 80% da categoria, informou que 120 mil bancários cruzaram os braços em todo o país. O movimento, ainda segundo a Contraf, parou 80% do centro financeiro do Rio de Janeiro e teve "grande adesão" em agências e prédios administrativos de Brasília, além de outras capitais.

Na região do ABC paulista, 130 agências ficaram fechadas, segundo a Contraf.

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O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou no fim da tarde que, nessa área, 279 agências e centros administrativos foram afetados pela paralisação, de forma parcial ou total, envolvendo 34 mil dos 106 mil trabalhadores que atuam na sua base.

"Os bancos consideram a greve indevida, porque foi convocada com os sindicatos plenamente cientes dessa nova reunião", declarou a Fenaban por meio da assessoria de imprensa.

A entidade afirma demonstrar "disposição de negociar e construir um acordo factível na mesa de negociações", mas, segundo os representantes dos bancários, as instituições não apresentaram contraproposta nas cinco reuniões desde 10 de agosto, quando os trabalhadores apresentaram as reivindicações.

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A categoria, que tem data-base em 1º de setembro, quer 7,05% de aumento real e participação de 5% no lucro líquido linear dos bancos, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. Segundo Marcolino, os bancos se negam a dar reajuste acima da inflação. Freitas, da Contraf, disse que a nova proposta, a ser feita pelos banqueiros, deve ser votada na semana que vem.

Por meio de sua assessoria, a Fenaban adverte que, junto aos bancos, "tomará todas as medidas necessárias para assegurar o livre acesso do público e dos funcionários aos estabelecimentos bancários (sempre que houver paralisação) e recomenda a utilização de canais alternativos, como Correios, lotéricas, supermercados, pontos de atendimento eletrônico, internet e telefone".

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