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Brasil

Apesar de azar, Jean Azevedo acredita em pódio nos próximos anos

Arquivo Geral

23/01/2007 0h00

Ao sair do Brasil, Jean Azevedo não foi nada modesto em suas apostas para o Rally Dakar 2007: queria lutar por um lugar entre os cinco primeiros. E após bom início, quando chegou a andar em nono, o objetivo passou a se tornar real. Tudo veio abaixo, porém, na sexta etapa, quando uma pane geral em sua moto o fez despencar para baixo dos 100 primeiros.

Em sua volta ao país, Azevedo admitiu ter ficado próximo do abandono, não fosse o bom trabalho da equipe para descobrir os problemas no veículo. E a decisão de continuar se mostrou certa no decorrer dos dias. Em desempenho excepcional, iniciou recuperação com série de bons resultados, inclusive com a vitória na 14ª etapa, na chegada a Dacar.

E foi exatamente esta sensação que o piloto admitiu ter trazido de forma especial desta última participação. “Fui o primeiro a chegar a Dakar, o que me deixou muito feliz”, admitiu Azevedo, que novamente não poupa nos sonhos. “Os resultados das últimas etapas mostraram que posso brigar de igual para igual com os primeiros. Por isso acho que dá para brigar pelo pódio nos próximos anos”.

Outro fato torna o “feito” do brasileiro ainda mais espetacular. Fora da lista dos principais nomes da equipe KTM, ele correu com moto de modelo antigo e menos potente que por exemplo a utilizada pelo espanhol Marc Coma, campeão de 2005 e que liderou boa parte neste ano.

“Sou uma formiguinha na KTM ainda e a gente só tem o mesmo apoio que os líderes no início, quando todo mundo ainda está junto. Depois, quando um larga na frente, outro bem depois, tudo muda. Fora que eles têm mecânicos particulares e toda uma estrutura por trás. Mas pelo menos minha moto tinha boa confiabilidade, o que me ajudou bastante”, explicou.

Apesar de ter completado seu nono Dakar, Azevedo não escondeu o fato de sempre aprender novas experiências. Uma delas, por exemplo, custou as quase oito horas que ficou parado na sexta etapa. “Neste ano tivemos esta pane elétrica, uma coisa que nunca achei que fosse acontecer. Mas aconteceu e preciso tomar mais cuidado com isso daqui pra frente”.

Em São Paulo, Azevedo também não escapou de perguntas sobre sua vitória na 14ª etapa, a segunda em sua carreira (a primeira foi em 2005), mas preferiu apontar a reação como seu grande triunfo. “No final, vão lembrar mais da 25ª colocação no final do que da vitória. Mas para o pessoal do rali, da própria KTM, o que mais ficou marcado foi sair de 100º e chegar em 25º. Isso mostra meu valor e que posso receber mais investimento”.

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