A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que investiga se um dos helicópteros que colidiram e caíram neste domingo (14), nos arredores da Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, fazia transporte aéreo clandestino.
Os dois helicópteros caíram na manhã de domingo após a colisão no ar. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 8h59 e informou que as aeronaves atingiram o estacionamento de uma concessionária de carros elétricos, provocando incêndio em pelo menos 20 veículos.
Segundo a Anac, houve denúncia em 2025 sobre a aeronave PP-MAC, que também foi alvo de autuação por recusa de informações à agência. Em continuidade à apuração, o helicóptero foi incluído na lista de monitoramento da unidade de fiscalização, que o procurou presencialmente. A agência informou ainda que, em 2025 e 2026, fiscalizou 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeródromos do Rio de Janeiro, mas o PP-MAC não foi localizado.
A Polícia Civil investiga o choque das aeronaves. A perícia foi realizada e os agentes aguardam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao Comando da Aeronáutica.
De acordo com as informações apuradas até o momento, seis pessoas morreram no acidente. Foram identificados os corpos de Lucas Brito Chaves, produtor musical brasileiro; Alexandre Souza, piloto brasileiro; Gaspar Prim, influenciador argentino conhecido como Gaspi; Lucas Vignale, argentino e diretor de videoclipes; e Charles Marsillac, piloto brasileiro que voava sozinho em uma das aeronaves. Falta a identificação oficial do cantor e produtor musical norte-americano Nickel Oliver Tree, de 32 anos, cujo material já foi colhido pelos peritos do Instituto Médico-Legal (IML).