Menu
Brasil

Aluno adolescente relata ter sido obrigado a ficar nu durante revista em escola de SP

Polícia Civil investiga denúncia de aluno que teria sido obrigado a ficar nu durante busca por cigarro eletrônico em escola na Grande São Paulo

Redação Jornal de Brasília

02/06/2026 18h49

Foto: PCSP/Divulgação

Foto: PCSP/Divulgação

PAULO EDUARDO DIAS
FOLHAPRESS

A Polícia Civil investiga uma denúncia feita por um aluno de que teria sido obrigado por uma vice-diretora a ficar nu durante uma busca por cigarro eletrônico em uma escola. O caso ocorreu em maio em uma unidade estadual na Grande São Paulo.

Conforme a denúncia, formalizada em boletim de ocorrência, o estudante teria pedido autorização a uma professora para ir ao banheiro. Ao retornar à sala de aula, foi abordado por uma inspetora. Ela disse que havia uma queixa de que ele teria usado um cigarro eletrônico na unidade. O menino negou estar com o equipamento.

O aluno foi levado a uma sala da direção, onde a vice-diretora teria exigido que ele tirasse a blusa e esvaziasse os bolsos. Em seguida, teria sido obrigado a abaixar a calça e, depois, a cueca, segundo o relato do boletim de ocorrência. Nada foi encontrado, e ele foi liberado para retornar à sala de aula.

A diretora não estava na escola no momento e teria tomado conhecimento do caso depois.

A lei brasileira proíbe que sejam divulgados informações que possam permitir a identificação de menores de 18 anos em situações de constrangimento. Por isso, a reportagem não pode dar o nome dos envolvidos e da unidade.

Após o registro do boletim de ocorrência, um inquérito foi aberto para apurar o caso. Até o momento, foram ouvidos o adolescente e seus responsáveis. Os funcionários da escola aguardam convocação para prestar depoimento.

A Secretaria da Educação confirmou que também recebeu a denuncia. Em nota, afirmou que a diretora da escola foi exonerada do cargo e que o mesmo ocorrerá com a vice-diretora. Também disse que uma apuração preliminar foi encaminhada à Controladoria Geral do Estado.

A Unidade Regional de Ensino disse lamentar o episódio e afirmou estar prestando apoio ao estudante e à sua família. Segundo a nota, um psicólogo foi disponibilizado para atendimento ao aluno. A URE “repudia toda e qualquer forma de violência e não compactua com a conduta das servidoras”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado