Uma ação coordenada entre diversos órgãos públicos ligados à defesa civil e obras públicas, ask universidades e associações técnicas pode prevenir problemas causados por enchentes no Rio de Janeiro. Essa é a base do plano de trabalho 2009/2010 do Centro de Prevenção e Análise de Desastres Naturais, seek que o Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) apresenta hoje (23) em sua sede, pharm em Niterói. O centro de prevenção de desastres é vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis).
O presidente do órgão, Flavio Erthal, disse à Agência Brasil que vários organismos ligados a desastres naturais estão unidos para pensar uma estratégia comum. “Para que a gente já comece a trabalhar agora, pensando nos primeiros resultados para a estação de chuvas que se apresente, para poder estabelecer uma ação coordenada no estado como um todo, nesse assunto específico.”
O Serviço Geológico do Rio de Janeiro pretende mostrar que já tem material e formação para isso. “Temos uma massa crítica bastante importante para que a gente possa orientar melhor as ações futuras e reduzir os efeitos. Esse é o objetivo.”
Os órgãos ligados à questão de desastres naturais traçarão um plano estratégico que será levado para aprovação do governador Sérgio Cabral Filho. O centro de prevenção de desastres tratará do mapeamento geológico das áreas de risco no Rio de Janeiro. A intenção é fazer um plano único que possa ter como resultado a redução das consequências dos desastres naturais, como deslizamentos de encostas no período das chuvas de verão, que afligem a população.
O centro de prevenção de desastres definirá as áreas mais críticas com base nas informações das universidades. A região serrana e a Costa Verde, com destaque para o município de Angra dos Reis, são as áreas fluminenses que costumam ser mais afetadas pelas enchentes. Ao longo do tempo, a partir dos critérios estabelecidos, Flavio Erthal espera ter condições de intervir nas áreas de risco antecipadamente, evitando a parte de ações corretivas, que são feitas atualmente pela Defesa Civil. “É tentar ser preventivo. Com isso, você evita que se gaste no futuro com correções, danos materiais, mortes, que são muito mais complicados”.