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Polícia prende segurança suspeito de esfaquear médico dentro de hospital

Imagens de câmeras de monitoramento mostram o segurança, armado com uma faca, ferindo o médico na região do tórax

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Alfredo Henrique
São Paulo, SP

 A polícia prendeu, no último dia 8 de julho, um segurança de 45 anos suspeito de esfaquear um médico em um hospital particular na Mooca, na zona leste da cidade de São Paulo. Segundo a polícia, o acusado é marido de uma paciente que havia se desentendido com o médico. O crime foi em 16 de março.

O homem foi detido quando ia buscar a mulher em outra unidade de saúde, na Vila Maria, na zona norte.

Segundo a investigação, o crime ocorreu logo após o médico assumir o plantão noturno, às 19h. A paciente teria entrado na sala do médico e pegado o prontuário de outra pessoa, alegando ser o dela. Por isso, teria sido repreendida pelo profissional de saúde, o que ocasionou uma discussão.

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Imagens de câmeras de monitoramento mostram o segurança, armado com uma faca, ferindo o médico na região do tórax. Ele foge na sequência. A arma do crime não foi encontrada pela polícia. O médico foi socorrido no próprio hospital, onde trabalha desde agosto de 2019.

A polícia instaurou um inquérito e, com base nas imagens, começou a procurar o suspeito. A prisão dele, no entanto, só foi decretada pela Justiça em 22 de junho, mais de três meses após o crime. O segurança foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária de 30 dias, acusado de tentativa de homicídio qualificado. A defesa dele não foi localizada até a publicação desta reportagem.

O clínico-geral ferido pelo segurança afirmou à reportagem que ainda se recupera da facada que o feriu na região do tórax. A vítima teve o fígado perfurado e precisou fazer oito cirurgias.

“Só não morri porque fui ferido dentro do hospital. Se tivesse sido na rua, não daria tempo de me socorrer, pois como o fígado foi perfurado, perdi muito sangue”, explicou, acrescentando que recebeu 81 litros de sangue, desde a primeira cirurgia feita.

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Durante o período de internação, que durou 32 dias, o clínico ficou cinco dias em coma induzido.

O médico disse que não há perspectiva para retornar ao trabalho. Ele ainda faz fisioterapia, seis vezes por semana, para recuperar força muscular, inclusive para respirar melhor, além de fazer pelo menos duas sessões de terapia semanais também.

“Depois que soube da prisão [do suspeito], fiquei mais aliviado. Mas ainda terei um longo caminho a percorrer até me recuperar”, disse.

As informações são da FolhaPress

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