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Menina é deixada sem comida e com as pernas amarradas em SP

A polícia recebeu a ocorrência na quarta-feira, 21. A menina conseguiu pedir ajuda graças a um familiar, que mora na casa ao lado

Foto: Reprodução

Uma menina de 12 anos foi encontrada com as pernas amarradas e trancada em casa em Praia Grande, litoral de São Paulo. A Polícia Civil, que resgatou a adolescente, informou que ela relatou já ter passado por isso outras vezes e que estava sem comer há dois dias.

A polícia recebeu a ocorrência nesta quarta-feira, 21. A menina conseguiu pedir ajuda graças a um familiar, que mora na casa ao lado e ajudou a adolescente. A mãe é a principal suspeita dos crimes de maus-tratos e cárcere privado. O vizinho notou que as duas janelas do quarto da garota estavam com grades na janela. Segundo a polícia, ela estava amarrada por uma camiseta e dois cadeados trancavam a porta.

A garota relatou ao vizinho o motivo de ter sido deixada naquela situação, de acordo com ela, a mãe se ausenta para trabalhar e só tira folga durante às segundas-feiras. Além da adolescente, a mãe tem outra filha, de 17 anos, que fugiu de casa e só retorna durante sua folga. A menina contou ainda que, foi questionada pela mãe se sabia do paradeiro da irmã e, ao responder que não, foi amarrada e deixada naquela situação até o retorno da responsável.

A delegada Lyvia Bonella, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), deu entrevista ao G1 e informou como a garota foi resgatada. “Ele [vizinho] estranhou aquilo, foi até a casa, quebrou os cadeados para entrar no local, e assim que entrou no quarto, a viu trancada e amarrada. Ele deu água para ela e acionou a PM. Esse vizinho informou que a mãe da menina trabalha todos os dias em Santos, sai de casa muito cedo, por volta das 5h, retornando às 23h. E que só fica em casa segunda-feira, dia de folga dela”, contou.

A menina foi levada ao hospital devido ao tempo que foi deixada sem alimento, após receber os cuidados necessários, foi liberada, encaminhada ao conselho tutelar e depois a uma casa de acolhimento. Agora, a jovem aguarda a apuração dos fatos e a avaliação judicial para decidir se ela ficará sob tutela de outro familiar ou permanecerá no abrigo. A mãe será intimada para prestar esclarecimentos.

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