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Uma gestante de oito meses foi assassinada em Cáli, na Colômbia, e teve a bebê retirada do útero; cinco pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime.
María Camila Potosí, 21, foi encontrada morta em 20 de julho nas proximidades do rio Meléndez, no sul de Cáli. Ela estava desaparecida havia quatro dias.
A perícia constatou que a bebê não estava mais no útero da vítima. A menina receberia o nome de Alahia e tinha previsão de nascimento para 12 de agosto, informou o jornal El País.
Cinco pessoas suspeitas de participar do crime foram presas na quinta-feira (30). Entre elas está Yulieth Angulo, identificada como a mulher que conduzia a motocicleta na qual María Camila foi vista pela última vez.
Yulieth teria conhecido María Camila em um programa de assistência a gestantes e conquistado a confiança dela. A polícia investiga se a aproximação fez parte do planejamento do crime.
A principal hipótese é que Yulieth fingiu uma gravidez e pretendia apresentar a filha de María Camila como própria. Segundo o El País, o diretor-geral da Polícia Nacional da Colômbia, William Rincón, afirmou que a investigada teria mentido sobre a gestação para enganar um companheiro.
Além de Yulieth, quatro homens foram detidos em operações realizadas em Cáli e no município de Andalucía. A polícia informou que eles possuem antecedentes criminais e que alguns dos investigados tentavam deixar a Colômbia.
Um dos presos indicou o local onde a bebê teria sido abandonada. A informação levou os investigadores a uma área de mata no sul de Cáli.
Restos humanos que podem pertencer a Alahia foram encontrados no local. O material foi encaminhado ao Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
A identidade ainda depende de exames periciais. As autoridades também buscam determinar quando e em quais circunstâncias a bebê morreu.
Os cinco investigados devem responder por sequestro, desaparecimento forçado, feminicídio agravado e ocultação de provas. A participação de cada suspeito continua sendo apurada pela Fiscalía Geral da Colômbia.
María Camila desapareceu em 16 de julho, quando estava no oitavo mês de gravidez. Naquele dia, ela passou por uma consulta de acompanhamento da gestação e visitou a cunhada, onde ajudou a cuidar de um parente que estava doente.
Câmeras de segurança mostraram a jovem subindo em uma motocicleta conduzida por Yulieth. Essa foi a última vez que María Camila foi vista com vida.
O marido procurou as autoridades depois que ela não retornou para casa. Quatro dias depois, o corpo foi localizado a cerca de seis quilômetros da residência da família.
Os parentes mantiveram a esperança de que Alahia estivesse viva após saberem que a bebê não havia sido encontrada com a mãe. A família e moradores de Cáli fizeram manifestações para cobrar a localização da menina e a responsabilização dos envolvidos.
A mãe de María Camila afirmou que espera a punição dos cinco suspeitos presos. Alba Ruby Gómez disse, em entrevista à Caracol Televisión, não compreender o motivo do crime. “Agora só espero que se faça justiça, que caia sobre eles todo o peso da lei.”
Questionada se perdoava os investigados, a mãe respondeu que não acreditava ser capaz disso. “Eu não sou uma pessoa má, não tenho um coração ruim, mas esse crime já é demais. Somente Deus sabe o que estou sentindo neste momento, e só Deus também pode julgar”, declarou.
Jovem grávida é assassinada e tem bebê retirada do útero na Colômbia
Cinco pessoas foram presas suspeitas de participação no crime
Foto: Reprodução/Redes Sociais