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Homem que fingiu ter câncer terminal para aplicar golpes na namorada é condenado em SP

Réu recebeu pena de três anos e quatro meses de prisão e terá de indenizar a vítima em R$ 27,5 mil pelos prejuízos causados.

João Victor Rodrigues

30/06/2026 7h32

Foto: Francielle Caetano/ ASCOM DPE/RS

A Justiça de São José dos Campos, no interior de São Paulo, condenou um homem a três anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de estelionato e furto qualificado mediante fraude após ele simular estar com câncer em estágio terminal para enganar a namorada e obter vantagens financeiras. Além da pena de prisão, o réu foi condenado a pagar R$ 27,5 mil à vítima como reparação pelos prejuízos causados.

Segundo a sentença da juíza Roberta Layaun Chiappeta de Moraes Barros, da 1ª Vara Criminal, o casal se conheceu em 2021 por meio de um aplicativo de relacionamento e passou a conviver pouco mais de um mês depois. Durante esse período, o homem dizia ser empresário bem-sucedido e afirmava que deixaria sua fortuna para a companheira após sua morte. Para sustentar a falsa história, utilizava curativos, simulava vômitos com corante vermelho e exibia fotografias usando cateter nasal.

A investigação apontou que o primeiro golpe ocorreu quando o condenado alegou que não conseguia utilizar o Pix e pediu R$ 5 mil emprestados para quitar despesas de hospedagem. Em seguida, apresentou à vítima um suposto médico, que recomendou que ele não permanecesse sozinho. Posteriormente, a Justiça constatou que o número de WhatsApp atribuído ao profissional de saúde era utilizado pelo próprio acusado.

Após ser acolhido na residência da mulher, o homem acessou de forma fraudulenta o celular da vítima e contratou dois empréstimos em nome dela, nos valores de R$ 4.337,88 e R$ 18.128,09. Na decisão, a magistrada destacou que o réu explorou a vulnerabilidade emocional da companheira por meio de uma falsa doença grave, causando prejuízos financeiros e sofrimento psicológico, circunstâncias que pesaram na condenação.

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