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JBrTV - Do Alto da Torre

Todo dia um 7 a 1

Se tivesse metade da percentual de votos válidos que Agnelo Queiroz (PT, na foto) alcançou em sua tentativa fracassada de reeleição ao Governo de Brasília em 2014, Júlio Miragaya (PT) estaria entre os cinco primeiros colocados das pesquisas de intenção de voto recentes. A realidade, no entanto, tem colocado o ex-diretor da Codeplan com 3%. Perguntado, na saída do debate da Record Brasília, na sexta-feira (28), se a rejeição de 50% de seu antecessor refletia em sua candidatura, Miragaya deu sua visão sobre a impopularidade do ex-chefe do Executivo: “O 7 x 1 matou o governo Agnelo.”

Felipão inimigo nº1

Para ele, o fato de a Copa ter acontecido em julho, período de campanha eleitoral em 2014, fez com que o 7 x 1 acachapante que o Brasil tomou da Alemanha na semifinal do torneio se convertesse em má avaliação para o governo Agnelo. “Eu creio que se não tivesse tido estádio ou resultado dentro de campo, hoje ele poderia ser governador do DF”, especulou, lembrando do grande elefante branco que é o Mané Garrincha. É, Felipão. A bucha também é sua.

Plumas bagunçadas

O PSDB-DF segue por meandros nem sempre fáceis de entender. No começo do ano, uma das fundadoras da legenda, Abadia, debandou para o PSB. O presidente regional do partido, Izalci Lucas, que enfrenta contestações legais de atuais e antigos filiados por ocupar a posição em que está, foi deixado de lado pela coligação que compunha com Rogério Rosso (PSD) e Cristovam Buarque (PPS) e tentou encabeçar uma nova chapa, mas teve de se contentar com uma postulação ao Senado no grupo de Alberto Fraga (DEM). Só que neste fim de semana, um grupo de tucanos decidiu apoiar a corrida de Ibaneis (MDB).

Há luz no fim do túnel

Mesmo assim, Izalci é a melhor chance de o PSDB-DF emplacar um nome para um cargo majoritário pela primeira vez desde 1990. O tucano esteve sempre entre os três primeiros nas pesquisas de intenção de voto ao Senado e tem boas chances de ocupar uma das duas vagas disponíveis este ano. É bem verdade que Abadia governou o DF em 2006, quando o falecido ex-governador Roriz, então no PMDB, se licenciou, mas ficou por isso mesmo. Nas eleições daquele ano, ela foi derrotada em primeiro turno para José Roberto Arruda, então no PFL, antiga sigla do DEM.

União para o futuro

Antes do debate da Record Brasília começar, na última sexta-feira (28), os candidatos Alexandre Guerra (Novo) e general Paulo Chagas (PRP), excluídos do evento, se reuniram em frente ao Museu da República, na Esplanada. Eles assinaram um documento que selou o compromisso de se apoiarem caso algum deles chegue ao segundo turno. A parte mais difícil do acordo é algum deles chegar ao segundo turno.

Dejà vu

Um acordo similar aconteceu entre o PPL e o PCdoB no DF, durante a pré-campanha. Só que, no fim das contas, o PPL presidido por João Goulart Filho, também candidato ao Planalto, foi parar na chapa de Ibaneis (MDB) e o PCdoB de Augusto Madeira terminou na base de sustentação da candidatura à reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB). Devem ter rasgado o papelzinho a essa altura.

Clima esquenta

Como de costume, a proximidade das urnas tem feito aflorar os nervos dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto. No debate da Record Brasília, assim como havia acontecido no debate do Jornal de Brasília, dois dias antes, as alfinetadas e algumas indiretas bem diretas deram o tom das discussões.

Ninguém é inimigo

Na saída do evento, porém, os candidatos fizeram questão de lembrar que são adversários, não inimigos. “Animosidade na hora do debate é mais do que normal, mesma coisa de uma discussão dentro do plenário. No campo da amizade pessoal é outra coisa. Uma coalizão às vezes é necessária para conduzir o destino de uma cidade ou país”, contemporizou Fraga, que iniciou o último debate chutando a canela de Ibaneis e de Rollemberg, pra variar.

Quem manda sou eu

Ibaneis não deixou por menos e retribuiu as caneladas. O juiz marcou falta, depois o jogo seguiu e eles se deram as mãos no fim. Ao se esbarrarem na zona de imprensa, eles ainda trocaram ironias sobre as pesquisas recentes, em que Fraga diz não acreditar enquanto Ibaneis, por motivos óbvios, crê que refletem a realidade. Ele pulou para a liderança isolada no último levantamento. Sobre eventuais alianças para segundo turno, o ex-presidente da OAB foi taxativo: “Quem quiser se juntar será bem vindo desde que entenda que aqui tem uma liderança, que sou eu”.

Uma ajudinha, Ciro!

Ciro Gomes (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) têm algo em comum. Ambos patinaram nas pesquisas e, de segundo colocados, caíram para a terceira posição, empatados tecnicamente com dois ou três concorrentes. Ambos ainda nutrem esperanças de figurarem em um eventual segundo turno. “Segundo turno é uma outra eleição. Essa eleição vai ser definida nos últimos dias e segundo turno depende da eleição presidencial”, analisou Rollemberg.

Coisa nossa

Ciro foi o grande responsável por hoje o PDT estar na coligação de Rollemberg, enquanto o governador do DF é o único palanque do presidenciável em Brasília.

Fraude só quando é ruim

O crescimento de Fernando Haddad (PT) tem criado um movimento de descrença nas pesquisas por parte, principalmente, de quem não quer ver o PT nem perto do Palácio do Planalto. O curioso, porém, é que a crença em erro ou fraude vale apenas para dados específicos.

Onda laranja-lima

Já virou meme a frase “Bolsonaro para 2018, Amoêdo para 2022”. Internautas que aderiram a isso dizem que, como Amoêdo não tem chances de chegar ao segundo turno, existe um suposto voto útil em Jair Bolsonaro (PSL). Mas, peraí, se as pesquisas não são confiáveis, quem disse, então, que o Amoêdo não tem chances? Eu hein! É a crença mais estoica de que se tem notícia. Tem muito laranjinha do Novo trocando pelo verde de Bolsonaro.

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