Sempre que se pronuncia, o meia Zé Roberto relaciona o bom momento que vive no Santos com o seu novo posicionamento em campo. Apesar de satisfeito por atuar avançado, o veterano não se incomodaria se fosse recuado novamente.
“Para mim, tanto faz. Está sendo novo e bom esse modo de jogar no Brasil, mas também posso atuar como ponta ou segundo volante normalmente”, declarou Zé Roberto, que, por outro lado, não nega o prazer de atacar. “Essa função é gostosa porque posso chegar na frente e marcar gols. Quando há liberdade, as coisas saem naturalmente. Mas tanto faz a minha posição”, repetiu.
A função tática que o técnico Wanderley Luxemburgo incumbiu ao meia, portanto, não é motivo para segurá-lo na Vila Belmiro. “De repente, se eu for para outro time, o treinador vai saber que eu posso contribuir em várias posições. Sou três em um”, sorriu Zé Roberto. “No Brasil, eu jogo mais na frente, mas na Europa eles me conheceram de outra forma”, completou, em tom mais sério.
Mas ainda não é o momento de especular sobre o futuro de Zé Roberto. “Ao término do meu contrato (no meio do ano), vou pensar bem para ver se eu fico ou não. É precoce para falar”, postergou o meia. Se o posicionamento não pesa na decisão, em outras ocasiões o veterano já citou a alegria de voltar a jogar no Brasil e violência encontrada no país como fatores que podem influenciá-lo.