Maicosuel praticamente pedalou sobre a bola na marca da cal. A passada do pé sobre a bola fez o goleiro Fernando Henrique desmoronar para o lado direito, deixando toda a baliza aberta para o meia do Botafogo empurrar para o gol e abrir o placar no clássico de sábado, contra o Fluminense. Três dias após a partida, o arqueiro tricolor reclamou.
“Aquilo não foi uma paradinha e sim um paradão. Ele chegou a passar o pé em cima da bola”, disparou Fernando Henrique, que entretanto saiu de campo vitorioso no sábado: o Fluminense virou o jogo para 2 a 1 e se classificou para as semifinais da Taça Rio.
O camisa 1 da equipe titular de Carlos Alberto Parreira não culpou o meia botafoguense pelo lance humilhante que abriu o placar no clássico. Fernando Henrique exigiu uma medida enérgica para coibir a paradinha. E recorreu à Confederação Brasileira de Futebol – muito embora as regras do futebol sejam geridas pela Fifa.
“O Maicosuel não está errado, pois a regra permite. Acho que a CBF deve rever isso o mais rápido possível, mas acho a paradinha uma covardia com os goleiros. Não querendo criar polêmica, mas o pênalti já é um momento muito difícil para os arqueiros”, clamou.
Não há nas regras do futebol alguma definição para a paradinha: fica a cargo dos árbitros permitir a quebra de ritmo na cobrança da penalidade máxima ou ordenar a repetição do lance.