Substituto de Alejandro Sabella no comando da seleção argentina após o vice-campeonato na Copa do Mundo disputada no Brasil, Tata Martino assumiu o cargo no segundo semestre de 2014 com planos de moldar a Argentina para a disputa da Copa América, que acontecerá no Chile entre junho e julho deste ano.
Na reta final de preparação, o técnico diz ter notado um Messi mais maduro do que no Mundial e minimizou a falta de ritmo de Angel Dí Maria, mostrando confiar no meio-campista do Manchester United.
Em entrevista ao jornal Diario Popular, o comandante destacou a postura coletiva do camisa 10 e seu amadurecimento desde a derrota para a Alemanha no Maracanã. “Estamos diante de um Messi muito mais maduro, muito mais de equipe, e isso tem muito a ver com o que aconteceu no último Mundial. Vimos um jogador menos espetacular individualmente, mas muito mais participativo em prol da equipe. Para mim isso é bom”, aprovou Martino, que dirigiu Messi no Barcelona entre 2013 e 2014.
Contratação mais cara do futebol inglês, comprado pelo United do Real Madrid após a Copa por 75 milhões de euros (cerca de R$ 226,5 milhões), o meia Ángel Dí Maria não vem usufruindo de uma sequência de jogos com Louis van Gaal, falta de ritmo que não preocupa Martino para a disputa da Copa América. “Ele está sofrendo porque todas essas mudanças são muito bruscas para os jogadores, por mais qualidade que tenham. De todo jeito, o caso de Ángel não me preocupa para nada, porque não estou analisando seu vínculo com a seleção. Essa fase é momentânea”, advertiu, considerando a importância do camisa 7 no Mundial do Brasil.
Se do meio para frente a seleção conta com jogadores renomados, Tata se mostra igualmente satisfeito com o setor defensivo, que ainda não tem uma dupla de zaga fixada. “Não se pode negar o excelente nível que Otamendi e Garay têm em suas equipes atualmente. Creio que Otamendi está em um grupo reduzido dos melhores zagueiros do mundo, mas chama menos a atenção”, ponderou.