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Futebol

Violência preocupa dirigentes da Conmebol antes da final

Arquivo Geral

19/06/2007 0h00

Além da eterna polêmica em relação a participação dos times mexicanos na Copa Libertadores, a temor de um possível confronto entre as torcidas de Grêmio e Boca antes da partida desta quarta-feira foi o assunto central da esvaziada coletiva da Confederação Sul-Americana realizada nesta manhã em Porto Alegre.

“Nós da Confederação Sul-americana fizemos uma reunião para evitar qualquer problema. A segurança nos interessa não apenas no estádio como também na chegada dos torcedores. Vamos fazer tudo o que for possível para que a partida seja uma festa e não um confronto bélico”, disse Francisco Figueredo, Secretário Geral da Conmebol.

Nicolas Leóz, presidente da entidade, ainda não chegou a Porto Alegre, mas prometeu entregar o troféu ao time vencedor na quarta-feira. O presidente do Grêmio, Paulo Odone, recebeu o convite para o evento em cima da hora e achou que não deveria comparecer.

Ele deixou a função de acalmar a imprensa argentina com seu vice-presidente, César Pacheco. Apesar de alguns ônibus dos torcedores brasileiros terem sido assaltados e apedrejados em Buenos Aires, o dirigente gaúcho evitou falar sobre os problemas enfrentados pelos fanáticos, semana passada, na Argentina.

“Ontem à tarde foi realizada uma reunião com a Brigada Militar e inclusive os dirigentes do Boca Juniors compareceram. A nossa percepção indica que não teremos problemas e iremos ganhar também o troféu Fair Play”, disse César Pacheco, vice-presidente do Grêmio. No Estádio Olímpico, os portões localizados na avenida Carlos Barbosa serão reservados para os visitantes.

Final brasileira? Nunca mais 

Se depender da Conmebol, decisões como as de 2005, envolvendo São Paulo e Atlético-PR, e 2006, entre São Paulo e Internacional, serão as únicas envolvendo times do mesmo país em toda a história da Libertadores.

Segundo Francisco Figueredo, há uma tendência para que o remanejamento de equipes aos moldes da atual edição, onde Grêmio e Santos tiveram que se enfrentar na semifinal, pode se repetir até mesmo em fases anteriores.

“Isso vai continuar nos próximos anos, é uma exigência das emissoras que detém os direitos de transmissão, que viram duas finais seguidas só com brasileiros. Uma coisa que a Conmebol ainda não pensou é como será quando três times do mesmo país chegarem à semifinal. Vamos pensar nisso já para o ano que vem”, explicou.

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