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Futebol

Vendedores afirmam que a procura por bandeiras não empolga

Arquivo Geral

27/05/2014 7h56

“Essa é a pior Copa que eu já vi na vida”, disse o comerciante Francisco de Assis, há 38 anos vendendo objetos e produtos para os Mundiais na Rodoviária de Brasília. Comercializada ao preço de R$ 3, a famosa bandeirinha de porta de carro é um dos artigos que menos sai da lojinha toda enfeitada de verde e amarelo. 

De acordo com Francisco, a bandeirinha só chegou na loja há três dias e ele justifica. “Ninguém perguntava ou procurava por elas, então eu não fiz o pedido. Nas últimas Copas, as pessoas começavam a se organizar dois ou três meses antes”, critica.

Para “despachar” todos os objetos acumulados no estabelecimento, ele se apega à esperança de o povo brasileiro animar-se quando os jogos começarem. “O Brasil é caracterizado por ser um povo feliz e não é isso o que vejo agora”, dispara.

Desconsideração

A situação também não é diferente no mais conhecido ponto de vendas de bandeiras, na frente do zoológico. Há 12 anos no lugar, Jade Dantas confessa nunca ter visto essa falta de procura  antes. 

Com fabricação própria, ela diz que, em média vende seis bandeirinhas de carro por dia ao preço de R$ 10 e R$ 20 reais. “As bandeiras grandes quase não estão saindo também. Na Copa passada a gente vendia igual água”, compara a comerciante. Jade revelou que as bandeiras alemã e argentina também são procuradas.

Decoração solitária

Assim como diversos estabelecimentos da cidade, a Rodoviária  também não possui nenhum tipo de decoração comemorativa. Fanático pela seleção brasileira, o comerciante Francisco de Assis quer contrariar esta “ordem”. 

Ele conversou  com colegas para dar um “ar de futebol” ao espaço. Sem obter retorno algum,  decidiu decorar o corredor superior por conta própria. O trabalho  de incluir o verde e o amarelo começa hoje. 

 “Talvez eles (concorrentes) animem depois de verem a coisa acontecendo. Mas se não quiserem ajudar, não tem problema. Faço sozinho”, afirma. Alguns dos enfeites  vão sair  da sua própria loja de artigos para o Mundial. “Quero bandeiras e tudo o que for preciso para deixar isso aqui lindo”, planeja.

Daqui não sai

 

Caso a fiscalização da Rodoviária apareça por lá com o pedido  para retirar a decoração, Francisco já tem o discurso pronto. “Tirar  não tiro não. Vou brigar mesmo”, admite o comerciante. 

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