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Futebol

Vaticano usa telegrama para se negar a receber doações da Conmebol

Arquivo Geral

12/06/2015 12h00

Por conta do escândalo de corrupção desvendado na Fifa no fim de maio, que culminou na prisão sete dirigentes ligados a entidade e uma investigação profunda do FBI, o Vaticano comunicou que abriu mão do acordo econômico que tinha com a Conmebol para fomentar a prática do esporte. Por meio de um telegrama, um dos arcebispos deixou claro que as doações não deveriam mais acontecer.

O arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo escreveu um telegrama à Conmebol, à Associação de Futebol da Argentina (AFA) e à empresa TRISA para oficializar a recusa das doações. “Dado os acontecimentos ocorridos em 27 de maio de 2015, resolvo suspender a aplicação do convênio até que se chegue a outra decisão a respeito. Solicito que se abstenham de efetuar o depósito de qualquer dinheiro”, disse.

José Maria Del Corral, diretor de um projeto impulsionado pelo Papa Francisco para promover a prática do esporte ao redor do mundo, admitiu a suspensão de cerca de 10 mil dólares (cerca de R$ 20 mil) que seriam doados a instituição a cada gol que acontecesse na Copa América do Chile.

“Suspende-se a ação de receber dinheiro, mas a parte educativa segue funcionando. O dinheiro iria diretamente para as escolas de formação dos países que disputam a Copa América. O importante da justiça é dizer quem é quem e preservar as instituições”, disse.

Enquanto a investigação do FBI não chegar a um estágio mais conclusivo sobre o envolvimento dos cartolas, o Vaticano não vai reativar o acordo econômico com a Conmebol. O ex-presidente Eugenio Figueredo segue detido na Suíça aguardando extradição, enquanto o cartola Nicolás Leoz, que dirigiu a Conmebol de 1986 a 2011, cumpre pena domiciliar e aguarda julgamento nos Estados Unidos.

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