O meia Valdivia revelou nesta quinta-feira que torce pela reeleição de Paulo Nobre na presidência do Palmeiras. O atual mandatário concorre pelo posto com Wlademir Pescarmona, que já teve problemas com o chileno no passado. Apesar de dizer que não teria problemas em voltar a trabalhar com seu antigo desafeto, o camisa 10 declarou sua preferência pelo postulante da situação.
“Eu me sinto muito bem aqui e torço pelo êxito do clube. Se for o Paulo (presidente), tem que fazer o máximo possível para levar ainda mais o clube a um status que antigamente tinha. O Pescarmona deve estar pensando nisso também, e não em apequenar o clube ou que tem de brigar comigo. Mas já vou além do que foi passado para mim e torço para que o Paulo ganhe”, afirmou.
Os problemas de Valdivia com Pescarmona aconteceram entre o fim de 2010 e o começo de 2011. Naquela virada de ano, o atual candidato era diretor de futebol, e o meio-campista ficou incomodado por ter recebido uma cartilha com explicações de como teria de se comportar nas férias. O jogador ainda respondeu às críticas do dirigente por suas condições clínicas.
Agora, Pescarmona pode voltar a ser chefe de Valdivia, já que é o único candidato da oposição para a eleição de 29 de novembro, contra Paulo Nobre. O candidato eleito terá de saber lidar justamente com o futuro do chileno, que tem contrato até agosto de 2015.
“Se em um momento tivemos problema, não vejo por que eu teria de sair se o Pescarmona for presidente. Falando hipoteticamente, se ele for presidente, não tem que ter algo contra mim e nem eu contra ele, tem que fazer o melhor pelo clube. O mais importante é a história do clube e devolver ao Palmeiras as alegrias antigas. Se o Paulo continuar e decidir que vai renovar meu contrato, ficaria muito feliz, porque aqui que me sinto bem, à vontade e feliz, com minha família adaptada”, acrescentou.
Pela primeira vez na centenária história palmeirense, o futuro presidente do Palmeiras será escolhido pelos sócios. Depois do filtro realizado pelo Conselho Deliberativo, as candidaturas de Paulo Nobre e Wlademir Pescarmona serão avaliadas pelos cerca de 10 mil associados.