Ainda não se sabe com qual time o Cruzeiro enfrenta o Ituiutaba, no domingo, jogo de volta das semifinais do Campeonato Mineiro. Com a cômoda vantagem de poder perder por diferença de até três gols, e tendo em vista que na outra quarta-feira há um jogo decisivo contra o Deportivo Quito, pela Copa Libertadores, é bem possível que alguns titulares sejam poupados.
Por enquanto, a única certeza é a ausência de Léo Fortunato. O zagueiro recebeu o terceiro cartão amarelo no jogo da última terça-feira e, por isto, está suspenso. Em contrapartida, o também zagueiro Thiago Heleno e o volante Fabrício retornam após suspensão no jogo de ida.
No meio-campo, existe a possibilidade da presença de um titular importante. Recuperado de contusão que o deixou quase um mês parado, Wagner entrou no decorrer do segundo tempo no jogo de terça. Agora, ele precisa recuperar ritmo de jogo e, por isto, pode iniciar a partida de domingo.
Outro jogador essencial do meio-campo celeste vive a expectativa de um momento histórico. Ramires está prestes a completar 100 jogos com a camisa do Cruzeiro. Se isto não ocorrer contra o Ituiutaba, certamente não passa do confronto diante do Deportivo Quito. O incansável volante se orgulha da identificação que conquistou com o clube.
“Optei ficar aqui no meio do ano passado, se tivesse ido embora não estaria completando 100 jogos”, lembrou o jogador. Na época, ele tinha proposta para jogar pelo Lokomotiv de Moscou. Sua vontade de ficar em Belo Horizonte foi um fator determinante para que os russos mudassem o alvo e contratassem Charles, seu companheiro de meio-campo.
“Eu estava pensando em casa esses dias, parece que foi ontem que eu cheguei aqui. É importante, é fruto do trabalho que venho fazendo. Caí nas graças da torcida logo em 2007. É o reconhecimento. Agora é continuar trabalhando firme para que não decepcione nunca”, prosseguiu.
Ramires veio do Joinville para Cruzeiro em 2007 indicado por Wilson Gottardo, ex-zagueiro da Raposa. No início do ano, não teve nenhuma chance com Paulo Autuori. No Campeonato Brasileiro, foi descoberto no elenco por Dorival Júnior e se tornou uma das principais armas para recuperar o time, que tinha feito um péssimo primeiro semestre e se classificou para a Libertadores no fim do ano.