
O Corinthians vivia seu pior momento na temporada quando visitou o Grêmio, no início de junho, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. A má fase se ampliou com uma derrota definida logo nos primeiros minutos, em Porto Alegre, mas bastante coisa mudou de lá para cá.
A equipe alvinegra – que, há três meses, vinha de eliminações recentes no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, além de uma derrota para o arquirrival Palmeiras – agora é líder do Nacional. Invictos nas últimas 15 rodadas do Nacional, os comandados de Tite poderão dar passo importante rumo ao título se derrubarem o adversário tricolor.
“Eu estava com a cabeça deste tamanho depois do jogo”, recordou o treinador, sobre a derrota por 3 a 1 no Sul. “Mudou porque os jogadores vão estabelecendo uma relação de confiança. Tem que saber matar no peito os momentos difíceis. Tem que saber sentir, reciclar rapidamente e dar uma resposta. Esse foi o grande mérito. Reagimos.”
De fato, a reação aconteceu, com o time “se tornando cascudo”, como apontou o comandante. Com vantagem de cinco pontos sobre o vice-líder Atlético-MG e de seis sobre o Grêmio, o Corinthians poderá deixar um de seus concorrentes bem distante em caso de vitória em Itaquera.
“Nós sabemos a importância do confronto direto, temos essa consciência. A vitória nos dá um salto e uma distância maior. Com o empate, permanece a situação. E a derrota faz o Grêmio se aproximar. Esse é o fato, essa é a realidade”, disse Tite, sem deixar de insistir que o campeonato só será decidido nas últimas cinco rodadas.