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Futebol

Um ano de Mané Garrincha: Promessas para depois da Copa

Arquivo Geral

18/05/2014 10h37

Desde que o projeto inicial do novo Mané Garrincha foi divulgado, aprovado e finalizado, um selo internacional de sustentabilidade chamou a atenção. O monumento previa a instalação de placas solares para consumo próprio e um solo especial com captação para a chuva. 

Passada 360 dias da inauguração, o estádio continua sem o acabamento e as promessas para a instalação e finalização ficaram para depois da Copa.

Na coletiva de imprensa em comemoração ao primeiro aniversário do Mané, o governador Agnelo prometeu que a produção de energia feita por meio das placas abastecerá não só o próprio estádio, como parte da população residente nas proximidades do monumento. Além disso, a água captada das chuvas será reutilizada nas dependências do lugar. 

Sobre as obras “pós-Copa”, o governador ressaltou não só estas, como outras prometidas, que serão feitas logo em seguida. “O Mané Garrincha vai ter o selo, mas depois desses 30 dias. E as modificações previstas no projeto inicial começarão no dia seguinte ao final da Copa. Ele está pronto para a Copa, mas o aperfeiçoamento fica para depois”, garantiu a autoridade.

Outra promessa não cumprida foi a criação de um túnel que ligaria o Parque da Cidade e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães ao estádio. “O que fizemos na cidade era o que precisava ser feito para ontem. Mas o legado disso vai ficar permanentemente”, disse Agnelo.

O legado

O aperfeiçoamento citado pelo governador servirá também para os outros eventos internacionais previstos no calendário do novo Mané Garrincha, como a Universíade e o Fórum Mundial das Águas nos próximos cinco anos, além de outras partidas do Brasileirão.

Lembrança do gênio das pernas tortas

O estádio tem somente um ano, mas já acumula vários momentos marcantes neste pouco tempo. Desde o belíssimo gol de Neymar na abertura da Copa das Confederações no ano passado, na vitória por 3 x 0 sobre o Japão, até os quatro títulos disputados no lugar, o que não faltou foi emoção.

Mas também não foi só com bola rolando que os torcedores usufruiram destes momentos. Na primeira partida oficial do estádio, a final do Campeonato Candango do ano passado entre Brasiliense e Brasília, a viúva do craque que deu nome ao estádio, Elza Soares, interpretou o hino nacional, em um momento de muita lembrança do craque Mané Garrincha.

“Esse estádio é a homenagem mais importante que o Mané recebeu até hoje”, disse Elza na Ocasião. A cantora foi companheira do atacante brasileiro durante 17 anos. Por conta da emoção, Elza precisou cantar sentada.

Saiba mais

Na a tão esperada Copa do Mundo, o Estádio Nacional Mané Garrincha sediará sete jogos (número máximo para uma cidade-sede).

Entre eles, um jogo da seleção brasileira, contra a Croácia, na fase de classificação; uma partida das oitavas de final, em 30 de junho; um confronto pelas quartas de final, em 5 de julho e a decisão entre o terceiro e o quarto colocado do maior evento futebolístico do planeta.

O Mané ainda receberá a Universíade em 2019 e o Mundial das Águas, em 2018.

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