Um tribunal ucraniano refutou a ação movida pelo georgiano Georgiy Demetradze, que atacava as restrições da federação local quanto ao número de jogadores estrangeiros permitidos nos times da primeira divisão do país.
O jogador, que atua pelo Metallurg Donetsk, foi excluído da relação de jogadores que entrariam em campo neste fim de semana contra o Stal Alchevsk, uma vez que o número máximo de oito estrangeiros já havia sido excedido.
Demtradze luta contra o que acredita ser uma afronta aos direitos humanos e às leis internacionais de trabalho. Em contrapartida, a Federação Ucraniana e a Liga de Jogadores Profissionais do país alegam que tal medida visa dar chances aos jogadores das categorias de base.
O presidente da federação ucraniana, Hribory Surkis e o técnico da seleção, Oleg Blokhin, querem endurecer ainda mais as regras. Para a próxima temporada, o plano é que a quantidade máxima de jogadores estrangeiros seja diminuída de oito para sete atletas.
Os advogados de Demetradze afirmam que irão longe no para apelar da decisão. Se necessário, os representantes do jogador ameaçam levar o caso até a Corte Européia de Direitos Humanos, que tem sua sede localizada na cidade francesa de Estrasburgo.
“O tribunal não teve coragem suficiente para lidar com a essência do problema”, acusa um dos promotores do caso Kostyantyn Kolomoyets. “Não temos dúvidas de que iremos sair vitoriosos. Nossas exigências são as mesmas. Todas estão vinculadas à violação da constituição e dos direitos humanos”, completou.
A advogada de defesa, Olga Zhukovskaya, diz que a regra é legítima, pois visa assegurar o futuro do futebol ucraniano. “A decisão nos permitirá salvar o futebol ucraniano. Caso contrário, nossos jogadores terão dificuldades de conseguir um lugar nos times. Isso, com certeza, enfraqueceria nosso campeonato” argumenta a representante da Federação Ucraniana de Futebol.