”É legal jogar no Pacaembu, é um estádio aconchegante, só espero que o gramado esteja bom e a torcida compareça em peso para nos ajudar”, receitou o técnico Muricy Ramalho.
Só que o Juventus não traz boas lembranças ao comandante são-paulino. No ano passado, o Tricolor foi vítima do Moleque Travesso e acabou derrotado por 1 x 0 no Morumbi. “Não tem sentimento de revanche, futebol não tem espaço mais para isso. Vamos para vencer como em qualquer partida”, avisou Muricy Ramalho.
Na classificação, a diferença é clara entre as equipes. Enquanto o São Paulo briga pela liderança, o Juventus já luta contra o fantasma do rebaixamento. “A gente não pode desrespeitar o adversário, independente de sua colocação”, disse o prevenido zagueiro André Dias.
Mesmo com todo o favoritismo, o Tricolor faz mistério na escalação. Muricy Ramalho ainda não deixou claro se vai dar descanso a algum titular devido à maratona de jogos. O goleiro Rogério Ceni, com dores na coxa, é uma das dúvidas. No elenco, ninguém fala em ficar fora da partida. ”A alegria do jogador é estar dentro do campo. Você sai cansado, mas em 48 horas já está pronto para jogar. O elenco também está forte e ninguém quer dar brecha para o concorrente”, explicou André Dias.
Além da disputa interna, o São Paulo também está de olho na briga com o Santos, que tem um ponto de vantagem na liderança do Estadual e enfrenta o Paulista, no domingo, em casa. “Estamos tão próximos do líder, então não sabemos se é a hora certa de poupar”, destacou André Dias.
No Juventus, os destaques são jovens promessas que pertencem a Corinthians e Palmeiras, respectivamente o zagueiro Renato, de 20 anos, e o atacante Beto, de 19. No confronto contra o poderoso São Paulo, o time da Rua Javari confia em sua tradição de surpreender os grandes da capital.
”Já vimos esse ano o líder ser derrotado por um time que estava lá embaixo, como aconteceu no jogo entre Santos e São Bento”, lembrou Renato. “Vamos para cima e jogar tudo o que sabemos”, completou Beto.