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Futebol

Tricoloe rescinde com Fabri e o caso pode parar na justiça

Arquivo Geral

23/02/2007 0h00

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Depois de um tempo trabalhando em separado no CT da Barra Funda, o meio-campista Rodrigo Fabri deixa o São Paulo. Nesta sexta-feira, o time do Morumbi anunciou a rescisão de contrato com o atleta, que atuou apenas uma vez como titular pela equipe, na última partida do Brasileirão 2006, contra o Paraná Clube, em Curitiba.

Rodrigo Fabri tinha contrato até o fim do ano. Porém, ele abandonou os trabalhos depois que se recusou a treinar no CT de Cotia com o grupo que realizou uma série de amistosos na Índia. Somente após um tempo de discussão com a diretoria, ele voltou a trabalhar sozinho.

”Foi uma decisão do presidente Juvenal Juvêncio. Houve uma rescisão com a alegação de abandono de emprego pelo tempo que ele não foi treinar”, explicou o superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha.

O técnico Muricy Ramalho evitou polêmicas em relação ao caso do jogador. “É difícil falar, eu que pedi a contratação dele. Infelizmente, deu muito azar no que diz respeito a contusões. Mas foi muito bem tratado aqui. É um problema administrativo”, despistou.

No entanto, o assunto deve ser prolongado na Justiça do Trabalho, já que Rodrigo Fabri havia entrado com uma ação na primeira vez que ficou longe do clube. Uma audiência acontece já no dia 28 de fevereiro.

“Não resta outra alternativa a não ser uma discussão na Justiça. Nesta primeira audiência, o Muricy e o Rogério Ceni estão convocados”, afirmou o procurador de Rodrigo Fabri, Fernando César, em entrevista à Rádio Record.

Segundo o empresário, Rodrigo Fabri tinha o direito de exigir a permanência no elenco principal do Tricolor. “Ele foi contratado para jogar no time do São Paulo. Se o grupo fizesse uma pré-temporada em Cotia, aí não haveria problema em treinar lá”, finalizou Fernando César.

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