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Futebol

Torcida invade Parque São Jorge e protesta contra direção

Arquivo Geral

06/04/2007 0h00

A eliminação precoce na primeira fase do Campeonato Paulista ainda não foi digerida pelos torcedores do Corinthians. Na manhã desta sexta-feira, cerca de 50 torcedores do clube protestaram no Parque São Jorge contra a diretoria e alguns jogadores do elenco.

Os manifestantes, uniformizados principalmente com roupas da Pavilhão 9 e da Camisa 12, carregaram faixas e batuques e chegaram a quebrar uma das portas de vidro do clube antes de chegarem à arquibancada, onde concentraram os gritos contra o presidente Alberto Dualib e alguns atletas. Poucos torcedores com camisas de outras uniformizadas também estiveram presentes.

As faixas estampavam mensagens como “Fora Dualib ladrão”, “Joga no amor ou no terror” e “Diretoria sem vergonha”. Os protestos contra o time foram direcionados principalmente a Roger, Marinho, Gustavo, Paulo Almeida e Jean.

Os letreiros também pediram a saída de Renato Duprat, homem-forte do departamento de futebol e chamado pelos manifestantes de “sardinha”, em alusão ao seu trabalho na época do Santos. O gerente de futebol Ilton José da Costa foi chamado de “porco”, em crítica por ter trabalhado no Palmeiras. Além disso, os manifestantes deixaram claro que a “Copa do Brasil virou obrigação”.

Os torcedores começaram a se concentrar na frente do Parque São Jorge por volta das 9 horas, sendo que a invasão ocorreu às 10 horas. Os seguranças não conseguiram conter a torcida até a chegada na arquibancada.

Pouco após a entrada no local, cinco torcedores pularam a grade e invadiram o gramado carregando vassouras e sabão em pó, pedindo uma limpeza no clube. Não houve agressão aos atletas e os manifestantes foram rapidamente retirados pelos seguranças. Um dos funcionários se desentendeu com os torcedores e teve de deixar o clube para evitar maiores problemas.

Apesar do clima de tensão, os jogadores ainda continuaram em um rachão sob o comando de José Augusto. Aliás, os manifestantes também pediram um novo treinador. Os protestos pouparam atletas revelados na base do clube, como Willian, Marcelo, Lulinha, Everton e Allisson, que foram incentivados por gritos durante a manifestação.

Cerca de 15 policiais militares reforçaram a segurança durante os momentos finais do protesto, que foi encerrado pouco antes das 11 horas. O treinador, por sua vez, também terminou a movimentação quando as invasões ao gramado começaram. 


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