A tarde desta terça-feira foi de clima quente no Fluminense. Cerca de 50 integrantes de torcidas organizadas se reuniram nas Laranjeiras para protestar contra a má campanha que o time realiza nesta temporada. Além de faixas colocadas de cabeça para baixo, os torcedores hostilizaram alguns jogadores e também o técnico Joel Santana, que conversou com os líderes do protesto e minimizou a situação.
“O protesto a gente sabia que iria acontecer, e não é só no Fluminense, mas em qualquer clube grande que não viva um bom momento. Conversei com eles e todo tipo de protesto é válido, mas que não haja nenhum tipo de violência e eles concordaram com isso. O protesto estava certíssimo e nós vamos tentar consertar a casa”, declarou o treinador.
Um dos principais alvos dos torcedores foi o volante Fabinho, que tem sido vaiado constantemente nos jogos do Fluminense. Contratado para substituir o eterno ídolo da torcida tricolor Marcão, o jogador ainda não conseguiu conquistar a confiança da torcida. “Não foi só o pedido em cima do Fabinho, mas pediram também a saída de outros jogadores. Claro que foi maior em cima do Fabinho, até por causa da questão do Marcão, que deixou o clube no final do ano passado”, admitiu Joel.
Apesar do protesto, o técnico do Tricolor carioca descartou transferir os próximos treinamentos do time para longe das Laranjeiras. “Não vou tirar não. Aqui é a casa do Fluminense e onde o Fluminense tem sua história”, afirmou.
Alvo também das críticas da torcida do Fluminense, o meia Carlos Alberto evitou qualquer crítica aos torcedores. “É como o Joel mesmo falou. Somente com vitórias conseguiremos trazer novamente os torcedores para o nosso lado”, explicou.