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Futebol

Torcida do Avaí apóia o Fluminense em Florianópolis

Arquivo Geral

05/06/2007 0h00

A distância de casa não é problema para o Fluminense na decisão da Copa do Brasil. A rivalidade catarinense entre Figueirense e Avaí garante ao time de Renato Gaúcho um reforço na torcida. No momento em que chegou ao estádio da Ressacada na tarde desta terça-feira para o último treino antes da final contra o Figueira, a delegação tricolor foi recepcionada por cerca de 30 torcedores.


 


No grupo que apareceu para apoiar a equipe carioca, várias pessoas vestiam a camisa do Avaí. Um dos mais empolgados, o manobrista Roberto Mafra, de 29 anos, agitava bandeira do maior rival do Figueirense e ainda executou seguidamente no falante de seu carro o hino da equipe das Laranjeiras.


 


“É uma rivalidade muito grande aqui. Quando um perde, o outro fica feliz. Se o Fluminense ganhar amanhã (quarta), a festa será nossa também”, vibrou o torcedor, vestindo a camisa do Avaí. Ao ser questionado se o time de Mário Sérgio não seria o representante do estado de Santa Catarina, Roberto foi rápido na resposta: “Não é assim, não. A rivalidade é enorme”.


 


Dentre os cerca de 30 fãs que fizeram barulho na arquibancada, além de camisas do Fluminense, também puderam ser vistas faixas do Grêmio. Mas o time das Laranjeiras não depende apenas de torcedores de outros clubes. O empresário Adeli de Sá, de 65 anos, é um admirador símbolo do Tricolor em Florianópolis.


 


“Minha família toda era vascaína, mas, um dia, eu briguei na rua com meu irmão. Disse então que passaria a torcer pelo Fluminense. Era 1951 e ganhamos o título do Estadual, que me deixou ainda mais entusiasmado”, recorda.


 


Natural de Araranguá (SC), Adeli cultivou sua paixão pelo clube mesmo morando longe do Rio de Janeiro. Para se sentir nas Laranjeiras dentro de seu apartamento em Florianópolis, o empresário criou um espaço especial com as cores do clube.


 


“É um cômodo de casa que eu transformei na Toca Tricolor. O chão é verde e o armário, bordô. Eu tenho mais de 50 camisas lá, além de flâmulas e outras relíquias. Se querem me encontrar em casa, basta me procurarem lá”, afirmou o torcedor.

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