A torcida da Juventus voltou a render polêmica, desafiando mais uma vez a justiça italiana. Nesta quarta-feira, mesmo com a derrota por 2 a 1 para a Lazio e a eliminação na Copa da Itália, os torcedores voltaram a entoar cânticos racistas contra o atacante Mario Balotelli, da Internazionale.
A cena já havia sido vista no clássico do time de Turim contra o de Milão, o que rendeu muita discussão e punição imposta pela Federação Italiana de Futebol: um jogo com portões fechados. Isso, no entanto, não impediu os torcedores de voltarem a insultar o atleta negro.
Após o clássico do sábado, o técnico da Vecchia Signora, Cláudio Ranieri, havia prometido retirar o time de campo se os insultos se repetissem, o que não foi colocado em prática nesta quarta-feira. Jogadores de outros clubes afirmaram já ter presenciado manifestações racistas nos estádios, entre eles, o meia do Milan, Clarence Seedorf. “Escutei cantos como “matem Kaká””, revelou.
O presidente da Uefa, Michel Platini, prometeu adotar medidas e sugeriu a paralisação dos jogos. “Faremos um chamado para que os jogos sejam suspensos por dez minutos quando acontecer essas coisas. Se persistirem, a partida será parada novamente”, adiantou o dirigente e ex-jogador.
Balotelli atraiu a ira da torcida de Turim ao marcar o gol da Inter no empate por 1 a 1 no clássico e, mais tarde, ao se envolver no lance da expulsão de Tiago. O jogador é filho de imigrantes de Gana, mas acabou criado por uma família italiana, herdando o sobrenome.