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Futebol

Toninho Cecílio aprova "troca" de Marcos e Ceni. Luxa é contra

Arquivo Geral

20/02/2009 0h00



O Palmeiras teve uma divergência sobre a ideia proposta pelo superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, de uma troca entre Marcos e Rogério Ceni por um dia para propor a paz nos estádios. A intenção do dirigente do Tricolor é que os ídolos façam uma visita ao clube rival para um simples aquecimento. Enquanto o gerente de futebol Toninho Cecílio demonstra aprovação, o técnico Wanderley Luxemburgo considera a sugestão desnecessária.


“Eu também posso ir lá um dia e o Marco Aurélio vir aqui”, brincou inicialmente Toninho Cecílio. “Brincadeiras a parte, toda iniciativa é válida. O Rogério é um cara educado, correto, como seria o caso do Ronaldo (do Corinthians) vir aqui. Nunca podemos descartar”, emendou.


Já o técnico Wanderley Luxemburgo acredita que existem outras iniciativas para rechaçar os baderneiros no futebol. “Eu sou prático, acho desnecessária a troca, não tem nada a ver. Eles são contratados pelos seus clubes. A rivalidade parte mais de dirigente do que com atletas. Rogério e Marcos são dois ídolos do Brasil”, explicou.


Segundo Wanderley Luxemburgo, o próprio Marco Aurélio Cunha – responsável pela ideia da troca dos ídolos – já foi responsável por criar um clima hostil em clássico. “Algumas das brincadeiras dele costumam inflamar”, acusou.


Mesmo favorável, Toninho Cecílio deixa qualquer tipo de decisão sobre o assunto para outros departamentos do Palmeiras. “É um assunto que não pretendo me intrometer. Se houver acordo entre os presidentes, uma conversa entre as áreas de marketing, não vejo problema”, disse.


Sobre a violência nos estádios, Toninho Cecílio seguiu a linha de Luxemburgo e ressaltou a necessidade de um trabalho forte das autoridades e dirigentes para controlar as torcidas. Antes do clássico entre São Paulo e Corinthians, as duas diretorias foram acusadas de inflamar as arquibancadas.


“É importante as pessoas envolvidas em clássicos demonstrarem a capacidade de controlar as massas. Futebol é feito de paixão, rivalidade. Importante é ter um efetivo policial eficiente, mesmo com estádio dividido”, afirmou Toninho Cecílio.

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