O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, segue preocupado com alguns compromissos financeiros que terá de arcar nos próximos meses de 2011. Em agosto, o Verdão será obrigado a cobrir uma carta de crédito do Banco Banif referente aos direitos do meia Valdívia.
O valor é preocupante: cerca de R$ 16 milhões (6,5 milhões de euros). Aliás, a aquisição do chileno junto ao Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, ultrapassou a casa dos R$ 20 milhões em função do pagamento de impostos e intermediários.
“A gente vai dar um jeito neste caso para cuidar dos interesses do Palmeiras. Se depender de mim, o Valdívia vai ficar”, afirma Tirone.
A situação é, todavia, extremamente complicada. Até o contrato de patrocínio com a Fiat, a principal parceira da camisa do clube, está colocado como garantia junto ao Banco Banif.
Aposta da gestão do ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, a contratação de Valdívia foi bastante questionada por diversas personalidades com voz ativa no Palestra Itália. Além da carta de crédito, o Verdão contou na negociação com a ajuda do conselheiro Osório Furlan Junior, que adquiriu 36% dos direitos do atleta.