Esta quinta-feira marca o final da carreira de Tinga, meio-campista que encerrou vínculo com o Cruzeiro e decidiu pendurar as chuteiras. Ele não entrava em campo desde julho de 2014, quando quebrou a perna em treino com o elenco celeste.
Revelado pelo Grêmio em 1997, o meio-campista acumulou experiências no Japão, Portugal e Alemanha. Teve como maiores conquistas o bicampeonato da Copa Libertadores com o Internacional, em 2006 e 2010, pouco antes de ser bicampeão nacional com o Cruzeiro.
As últimas conquistas elevaram a importância de Tinga no cenário nacional, visto que sua participação no meio-campo celeste foi de grande ajuda para as conquistas. Além da lesão que o forçou a parar, a nota triste da carreira foi um episódio racista no Peru.
O Cruzeiro viajou a Huancayo para visitar o Real Garcilaso em sua estreia na Copa Libertadores do ano passado. Acabou derrotado por 2 a 1, mas o resultado foi ofuscado pelas injúrias raciais que a torcida local dirigiu a Tinga quando este entrou em campo no segundo tempo. A partir de então o volante assumiu a luta conta a discriminação no futebol e virou um de seus ícones.
O ex-volante atualmente faz curso de gestão de futebol e tem viagem marcada para a Europa. Por lá ele pretende assistir à final da Liga dos Campeões e da Copa da Alemanha, nesta última provavelmente torcendo pelo Borussia Dortmund que defendeu por quatro anos.