Depois de oficializar a parceria com o clube argentino Santa Fé, o Corinthians se prepara para dar início a uma ação semelhante na China. O primeiro passo é a chegada do meia-atacante Chen Zhizhao, que ainda não tem data para viajar ao Brasil.
“O Chen está chegando”, informou o diretor de marketing alvinegro, Luis Paulo Rosenberg, descartando a hipótese de ver fracassar o negócio que já é dado como certo desde o primeiro dia do ano.
O jogador de 23 anos tem seus direitos econômicos ligados ao Nanchang Hengyuan, da China, e assinará contrato de empréstimo válido por dois anos com o Timão depois de resolver questões burocráticas, como o visto de trabalho.
Tite diz que Chen Zhizhao não é um “reforço técnico”, mas sabe que precisará utilizá-lo algumas vezes para que as portas do mercado asiático se abram para o Corinthians. Feito isso, o clube pretende dar início a um intercâmbio para tornar o futebol chinês mais competitivo e lucrar com o interesse que seria despertado na grande população do país pelo esporte.
“A associação do Corinthians com a China tem tudo a ver, assim como a parceria com o Santa Fé. Os povos brasileiro, argentino e chinês têm gosto pela vida, é válido juntá-los. Seria difícil fazer uma parceria com um clube inglês, por exemplo. Não é a nossa cara”, justificou Rosenberg, cauteloso com a escolha do time que trocaria material humano com o Alvinegro.
“Quando licenciamos nosso nome, queremos resultado e, acima de tudo, não queremos problemas. Fazer parceria com o Joel Malucelli (do Corinthians Paranaense) é um sossego. Antes de fechar com o Santa Fé, namoramos muito e pagamos muita pipoca no cinema um para o outro antes de pensar em tomar whisky”, filosofou o dirigente, que se disse aberto a novas possibilidades.
“Colômbia, Venezuela, Paraguai… surgindo oportunidade, a gente vai. Estamos começando a mexer com Angola, mas é coisa para longo prazo”, disse, esperando que Mário Gobbi Filho, candidato apoiado por Andrés Sanchez, seja eleito presidente no pleito marcado para 11 de fevereiro. “O Corinthians tem uma diretoria internacional que nunca foi utilizada. Se o eleitor quiser, essa será uma das marcas da próxima gestão, o Gobbi tem isso em mente”.