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Futebol

Técnico palmeirense lamenta dificuldades para escalar equipe

Arquivo Geral

09/02/2007 0h00

O Palmeiras já não podia contar com Michael, Valdívia e Pierre, lesionados, e ganhou de última hora o desfalque de Edmundo para a partida diante do Bragantino. Após o treino desta sexta-feira, o técnico Caio Júnior lamentou os problemas e afirmou que sua maior dor de cabeça neste início de trabalho tem sido formar uma equipe-base.

“Todo jogo estou tendo dificuldade na escalação. Na partida passada não tive o Wendel e o Michael e a maior dificuldade é montar uma equipe titular que se mantenha por três ou quatro jogos. Espero que o mais rápido possível eu tenha um time titular definido”, comentou.

O treinador ressaltou, no entanto, que os desfalques acabam tendo um lado positivo. “É importante para outros jogadores terem oportunidade, como é o caso do Caio, que já vinha merecendo uma chance e poderei observar como ele se sai começando jogando. Estou bastante confiante na equipe”, diz.

O meia de 20 anos terá o desafio de substituir o ídolo Edmundo. Segundo o treinador, ainda falta maturidade ao atleta. “Venho cobrando muito do Caio. Teve um lance neste último jogo, por exemplo, em que ele foi dar um drible, perdeu a bola e depois foi dar um carrinho e recebeu o cartão amarelo. Uma atitude típica dos jovens que nós temos de corrigir”, lembra.

Além de Caio, outro que terá sua primeira oportunidade como titular do Verdão é o atacante paraguaio Florentín, de 23 anos, que ganhou a vaga de William. “O Florentín é um fazedor de gols e precisa provar aqui que tem potencial. Ele e o Osmar podem formar uma dupla de ataque interessante”, aposta o treinador.

Mas não é só nos nomes que o Palmeiras terá novidades para enfrentar o Bragantino. Com a contusão de Pierre, que vinha atuando como um terceiro zagueiro à frente de Dininho e Edmílson, Caio Júnior optou por adiantar um pouco a marcação da equipe com uma trinca de volantes: Wendel, Francis e Martinez.

Desta forma, o Verdão apresenta uma mudança tática. Mas o treinador não se mostra muito disposto a aderir o 4-4-2. “O 4-4-2 começou a desaparecer no futebol brasileiro por vários motivos. Primeiro que lá na base não se formam mais laterais, e sim alas. Também está ficando cada vez mais raro aquele meia autêntico por se exigir muita marcação dos garotos que estão começando e isso diminui a criatividade”, explica.

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