O argentino Pablo Sanchez, técnico do Oriente Petrolero, corre o risco de ser expulso da Bolívia após ter ofendido torcedores do Aurora após um jogo.
O clube de Cochabamba, lanterna do grupo do Grêmio na Copa Libertadores deste ano, fez um pedido ao Governo para que o treinador seja expulso do país.
Além disso, a diretoria do Aurora luta para que Sanchez seja suspenso e pague uma multa de US$ 25 mil à federação boliviana pelas supostas atitudes xenófobas contra a população de Cochabamba.
Na última semana, após o empate sem gols entre as duas equipes, o técnico se recusou a dar entrevistas e xingou os torcedores locais.
“Esta gente de m…, filhos da p… que insultam e atiram garrafas. Não tenho por que falar assim, não vou declarar nada”, disse Sanchez, segundo a imprensa esportiva boliviana.
O gerente geral do Aurora, Manuel Pérez, disse ao diário “Los Tiempos de Cochabamba” que o pedido de expulsão está previsto na legislação do país.
Na quinta-feira, o Oriente Petrolero divulgou nota pedindo desculpas à população de Cochabamba e aos jornalistas esportivos da cidade.
Sanchez, por sua vez, admitiu o mau comportamento, mas negou que tenha feito tais declarações sobre o povo boliviano.