Cumprindo temporariamente o cargo de Mário Sérgio, que se recupera de uma cirurgia, o auxiliar-técnico Fernando Alcântara gostou do desempenho do Figueirense no empate em 0 x 0 com o Noroeste, na noite da última quarta-feira, em Bauru, pelo jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil.
“O nosso objetivo foi atingido, que era equilibrar o jogo com o Noroeste. E dentro desse equilíbrio, sair daqui com um bom resultado. E quero dar os parabéns à equipe, porque considero o empate um bom resultado. Agora temos o jogo da volta para definir a classificação em casa”, disse.
Enquanto o comandante mostrava otimismo para o jogo de volta, em Florianópolis, alguns jogadores do elenco mostravam preocupação. Qualquer empate com gols garante a equipe do interior paulista nas oitavas-de-final. O meia Fernandes pediu ‘inteligência’ aos companheiros no Orlando Scarpelli.
“É um resultado perigoso, que a gente tem que ter inteligência para jogar no Scarpelli. Se a gente tomar um gol, vai ser complicado. Na Copa do Brasil, você jogando em casa, é mais perigoso, porque o gol do adversário tem valor dois”, garantiu o jogador.
Nada que tire Alcântara do sério, afinal o treinador lamentou as chances desperdiçadas pelo ataque alvinegro no Alfredo de Castilho. “Lamentação acho que não é a palavra mais adequada neste momento. O que nós fizemos dentro de campo foi completamente gratificante. E pelo que fizemos dentro de campo, poderíamos até ter saído com a vitória”, explicou.
“Acho que a gente tirou um monte de lições no jogo de hoje. E agora acho que a tendência natural das coisas é que a equipe vá crescendo no decorrer do campeonato”, completou o auxiliar, crente na evolução da equipe.
É a mesma sensação do lateral-direito Ruy. Um dos principais nomes do atual elenco, o jogador acredita que o esquema implantado em Bauru, com quatro zagueiros e dois volantes, sem nenhum meia-atacante como titular, poderá marcar uma nova guinada no Figueira.
“A equipe jogou com inteligência. O Alcântara nos dois dias que nós tivemos em Bauru, bateu bastante na tecla do esquema tático, e isso foi cumprido. Às vezes o time com muitos atacantes não é ofensivo, assim como com muitos zagueiros não é defensivo. E mostramos isso aqui, hoje”, concluiu.
Em meio às análises, houve tempo até para reclamações. O zagueiro Felipe Santana deixou Bauru queixando-se da arbitragem. Segundo o jogador, a expulsão de Chicão, seu companheiro no setor, foi injusta. “A nossa equipe está de parabéns, até porque foi um pouco prejudicada agora, no final, com a expulsão do Chicão. Mas todos que entraram cumpriram o dever e saímos com um bom resultado”, definiu.