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Futebol

Técnico admite que ‘faltou sorte’ com Diego Costa e planeja reconstrução

Arquivo Geral

29/10/2014 17h06

Mantido no cargo mesmo após não passar da fase de grupos no Mundial do Brasil, disputado entre junho e julho deste ano, o técnico Vicente Del Bosque admitiu, em entrevista ao jornal basco Marca que não teve sorte com a presença do atacante Diego Costa na seleção e, projetando ações futuras, mostrou-se calmo quanto à reconstrução do futebol da Espanha.

Ao falar sobre a convocação do centroavante e possíveis mudanças na seleção, Del Bosque admitiu que não tem compromisso fechado nem com ele nem com ninguém. “Ele não chegou em um bom momento, e as lesões que ele teve pioraram ainda mais a situação”, falou. “Não pedi demissão após a Copa do Mundo, pelo contrário, assim que conseguimos a vaga para ir ao Brasil, os diretores da Federação me contataram e eu renovei meu vínculo”, prosseguiu.

Acerca da reforma no futebol espanhol, que viu não só o estilo de jogo cadenciado como também o rótulo de campeã mundial mudar de passaporte, sendo transferidos para a Alemanha, o técnico Del Bosque insiste que o resultado final depende de um longo processo e condena a posição da imprensa em classificar como ‘bom’ ou ‘ruim’ um trabalho que está apenas começando.

“Tanto os elogios quanto as críticas têm sido feitos de forma exagerada”, desaprovou o comandante de 63 anos. “Não podemos começar do nada para fazer uma nova equipe, o processo tem que ser devagar. No futebol, não há um único desenho”, garantiu Del Bosque, que apesar de estar passando por tempos difíceis, já viveu o auge da carreira nesta mesma função, entre 2010 e 2012, quando venceu uma Copa do Mundo e uma Eurocopa pela Roja.

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