Carlos Alberto Parreira só não perdeu pela primeira vez em sua terceira passagem pelo Fluminense nesta quinta-feira porque Tartá fez seu segundo gol contra o Boavista aos 45 minutos do segundo tempo e assegurou o empate por 2 a 2. O atacante, no entanto, não deve esperar nada além da reserva. Nem sua presença no banco está garantida.
Fora até dos relacionados para serem suplentes nas três partidas anteriores, o jogador não escondeu a insatisfação pela falta de oportunidades nem no dia em que deixou o Maracanã como destaque do confronto.
“É complicado você trabalhar a semana inteira, treinar, e nem entrar em campo. Jogador de futebol sempre quer jogar. Tenho contado com o apoio dos amigos e da família e sabia que uma hora a oportunidade ia pintar”, contou, já evitando conflito com o chefe. “A gente respeita o treinador. O Fluminense tem grandes jogadores e o que espero é estar no elenco para o que for preciso dentro do campo.”
Pelas declarações de Parreira, minutos depois de ser salvo por Tartá, o atacante seguirá trabalhando ciente de que as chances de ser escalado continuam pequenas. Criticado por insistir no mesmo time quando comandou a seleção brasileira entre 2003 e 2006, o técnico dá indícios de que fará o mesmo nas Laranjeiras.
“O bom é que todos sejam aproveitados. Não é bom só jogarem 11, porque só eles ficam satisfeitos. Quem fica no banco fica menos satisfeito e quem não fica então… Mas tenho que ser coerente”, explicou-se, preferindo exaltar a qualidade do grupo para não criar problemas.
“É uma pena que o treinador só pode escalar 11 jogadores e o banco tem que ter equilíbrio, com um goleiro, um zagueiro… Fica muita gente boa de fora porque não dá para botar todo mundo nem no banco. A escolha é difícil”, explicou, aprovando a atuação de seus reservas nesta quinta-feira.
“Às vezes o treinador fica seis meses no clube e não consegue armar uma equipe.. montar duas é quase impossível. Por isso não analisei tática no jogo de hoje (quinta-feira). O que importou foi o espírito do time, que se superou em desvantagem numérica”, apontou, lembrando da expulsão de Digão no segundo tempo, quando o placar estava 1 a 1.