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Futebol

STJD marca para segunda julgamentos de Sanchez e Corinthians

Arquivo Geral

08/11/2007 0h00

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva na segunda-feira, a partir das 18 horas (de Brasília). O mandatário foi indiciado no artigo 238 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva por conta de acusações do período em que ainda era vice-presidente de futebol da gestão de Alberto Dualib.

Se for considerado culpado, Sanchez pode pegar suspensão do futebol por um período de dois a quatro anos. Aliás, Alberto Dualib e o ex-vice Nesi Curi também serão julgados na segunda, indiciados pelo mesmo artigo. Já o Corinthians foi acusado no artigo 233 (deixar de cumprir obrigação legal por fato ligado ao desporto, observada a competência da Justiça Desportiva prevista em lei). Se condenado, o clube terá de pagar multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

O artigo 238 refere-se a “receber ou solicitar, para si ou para outrem, vantagem indevida em razão de cargo ou função, remunerados ou não, em qualquer entidade desportiva ou órgão da justiça desportiva, para praticar, omitir ou retardar ato de ofício, ou, ainda, para fazê-lo contra disposição expressa de norma desportiva”. Os dirigentes foram denunciados por supostas irregularidades na origem do dinheiro investido no Corinthians pela MSI. 

O vice-presidente jurídico do Timão, antes do anúncio da data do julgamento, e Sérgio Alvarenga já havia manifestado sua discordância com a acusação a Sanchez.

“Isso é um absurdo muito grande porque o Andrés não foi nem denunciado na Justiça comum”, afirmou. A investigação do STJD, que foi realizada pelo auditor Alexandre Quadros durante 30 dias, utilizou as escutas feitas pela Polícia Federal como base.

O auditor, então, indicou que os três cartolas deveriam ser acusados, mas rechaçou qualquer possibilidade de o Timão perder o título brasileiro de 2005. A procuradoria do STJD seguiu o sugerido pelo auditor no relatório da investigação.

A defesa de Sanchez será feita pelo advogado João Zanforlin. Porém, nos bastidores do clube, a informação é de que o mandatário não perderá seu poder mesmo se for suspenso. Em caso de condenação, o presidente seguiria dando as ordens no Corinthians, mas só não poderia assinar oficialmente pelo clube.

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