A diretoria do Fluminense já começou a ser pressionada após a goleada de 4 a 1 sofrida para o Atlético-MG na tarde de domingo, no Estádio Mané Garrincha. Se antes, na estreia, na vitória de 1 a 0 sobre o Joinville, o mau desempenho em campo acabou encoberto pela conquista dos três pontos, agora fica nítido que o time está abaixo de muitos na competição. A cobrança por reforços é grande e se torna incômoda em um momento no qual a crise financeira é grande pelos lados das Laranjeiras. Porém, outra pressão visível envolve a possível demissão de Ricardo Drubscky.
Peter Siemsen, presidente do Fluminense, assumiu para si a responsabilidade pela contratação do técnico. O mandatário, portanto, não vai ceder de cara a pressão dos torcedores, e até mesmo os dirigentes do departamento de futebol entendem ser cedo para responsabilizar o treinador, embora ele tenha tido duas semanas para preparar o grupo para o Brasileirão.
No entanto, existem correntes de oposição, com quem Peter pretende manter uma relação amistosa, que já estão pressionando o dirigente para que ele se livre do treinador, tido como sem nome suficiente para assumir a responsabilidade de dirigir o time no Brasileirão. Eles lembram que o grupo conta com jogadores experientes, como o goleiro Diego Cavalieri, os zagueiros Gum e Antônio Carlos, os volantes Pierre, Edson e Jean e o atacante Fred. Isso sem falar em jovens promissores como o meia Gérson e os atacantes Robert e Kenedy.
Logo depois da derrota para o Atlético, Peter chegou a ouvir de um aliado, em tom de brincadeira, que “esse time na mão do Cuca estaria voando”. O presidente, porém, vai tentar adiar ao máximo uma possível demissão, assim como fez com Cristóvão Borges.
Ainda assim, nas Laranjeiras já existe uma grande preocupação com os próximos dias. Ricardo Drubscky justificou que a goleada para o Atlético-MG era fruto da maior qualidade do adversário. Só que no próximo domingo, às 16 horas (de Brasília), o Fluminense receberá no Maracanã um rival do mesmo porte do Galo: o Corinthians. Um mau resultado dentro de casa, em um jogo com apelo, pode transformar o clube em um caldeirão.
“Nós vamos trabalhar muito para que o Fluminense consiga fazer um grande jogo contra o Corinthians e possa esquecer o que aconteceu contra o Atlético Mineiro, quando a goleada aconteceu em uma tarde onde nada deu certo para a nossa equipe. Será um jogo muito complicado, o rival tem grande qualidade, mas temos que encarar como uma oportunidade que a tabela de classificação está nos dando para nos recuperarmos. Não podemos mais ficar lamentando pelo que passou”, avisou o lateral-direito Wellington Silva.
Além disso, especificamente sobre reforços, Peter confidenciou a amigos que só poderá ir ao mercado depois que quitar os vencimentos atrasados com os funcionários. O problema é que não há dinheiro para isso, e alguns conselheiros comentam entre si que é questão de tempo para que o salário dos atletas também sofra com o atraso. Alguns comparam o Tricolor de hoje ao Botafogo de 2014, que foi rebaixado para a Série B principalmente pelo aspecto financeiro.
Dentro de campo, o elenco segue se preparando para a partida contra o Corinthians. Ricardo Drubscky ainda não definiu a formação que vai a campo, mas é bem provável que faça muitas alterações em relação ao time que foi goleado pelo Galo em Brasília.