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Futebol

Sob investigação, Jack Warner nega conselhos e condena ação da mídia

Arquivo Geral

12/06/2015 11h45

Um dos 14 investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por estar envolvido nos escândalos de corrupção deflagrados na Fifa no fim de maio, Jack Warner, ex-presidente da Concacaf, discursou na última quinta condenando a ação da CNN TV6, que contratou um jornalista estrangeiro para desvendar seu envolvimento no caso. O cartola negou querer conselhos e disse que só se manifestará nos autos.

Warner segue morando em Trinidad e Tobago e aguardando o julgamento da corte do país para ser extraditado aos Estados Unidos. Nesse meio tempo, a TV6, um dos principais canais do país, contratou o comediante britânico John Oliver, apresentador de um programa de entrevistas na Inglaterra, para cercar Warner e investigar sua participação nos esquemas de corrupção.

“Se for para criticar a forma com que falamos, a maneira com que olhamos, e a nossa própria cultura, que a rede de TV contratou um estrangeiro para propagandear isso, temos que pedir aos céus”, disse Warner condenando a ação de Oliver e do canal de televisão local.

“Não preciso de qualquer conselho de um comediante tolo, que não sabe nada do nosso país e quer me dizer quais arquivos devo liberar para investigação e quais não. Não levei a sério nenhuma das instruções. Não vou aceitar instruções de um americano neste momento”, rechaçou, comprometendo-se a apresentar a Justiça apenas mediante ao pedido do juiz.

Warner, ainda, mandou recado àqueles que se aproveitam de tais polêmicas para ganhar dinheiro e especular. “Como essas investigações se desdobrarão nas próximas semanas e meses, espero que as pessoas consigam ir mais a fundo do que isso, e não só falar na tentativa de obter dinheiro com publicidade”, condenou.

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