O próximo domingo, dia 18, marcará exatamente um ano de inaguração do novo Mané Garrincha. Pensando no que aconteceu nos 365 dias desde a partida inaugural, em que o Brasiliense conquistou o título candango de 2013, o Jornal de Brasília lança uma série especial de hoje a domingo com o que de mais marcante teve o palco de sete jogos da Copa do Mundo 2014.
Estreante da “1 ano de Mané”, Pedro Ayub Julião Júnior, de 36 anos, talvez seja o personagem de maior efeito gangorra dentro do gigante palco de capacidade para 72.788 pessoas. Presente em todas as decisões que o estádio recebeu até hoje, o volante do Brasília foi do inferno ao céu em um ano.
A relação de Pedro Ayub com o principal estádio do DF teve início na final do Candango 2013, quando seu time perdeu por 3 x 0 e ficou com o vice do campeonato. Naquele exato momento, ele deixava escapar a chance de ser o primeiro capitão a erguer um troféu na nova arena.
A redenção, porém, veio pouco menos de um ano depois, na final da Copa Verde. O Brasília venceu o Paysandu nos pênaltis e faturou o título inédito para o time e para a cidade. “É muito bom poder viver isso em um estádio de Copa do Mundo, com 36 anos, com minha família na arquibancada. É muito gratificante e me deixa muito feliz.”
Novamente numa decisão, sábado, contra o Luziânia, pelo Candangão, Pedro não se envaidece. “Mais importante do que eu levantar os troféus, é que o Brasília conquiste títulos”, minimiza.
Mudou, sim! Para melhor
Se a primeira impressão para os torcedores no jogo inaugural do Mané Garrincha, em 18 de maio de 2013, não foi das melhores devido ao serviço ruim, falta de informação e aparente canteiro de obras, para os jogadores a visão foi outra.
Pedro Ayub explica que, por chegar direto para os vestiários, os atletas que jogaram a partida não viram os remendos que precisaram ser feitos. De acordo com o capitão do Brasília, os jogadores tiveram a impressão de que tudo estava pronto.
“Os vestiários estavam exatamente como estão hoje. A única diferença é que os armários individuais estavam na sala de aquecimento, mas, de resto, está tudo igualzinho”, recorda.
Na opinião de Pedro Ayub, um dos pontos que dispensam comparações do primeiro jogo em relação a agora é a qualidade do gramado.
Preservado
Recentemente, o time do Luziânia desistiu de treinar no estádio, pois não poderia usar chuteiras na atividade. Pedro conta os detalhes das mudanças que ocorreram.
“O gramado mudou e mudou para muito melhor. No ano passado a grama ainda não estava bem fixa e as placas se soltavam com muita facilidade. Hoje em dia isso não acontece mais”, aponta.