Caras novas no elenco alviverde de 2007, o zagueiro Edmílson e o meio-campista William vivem a expectativa de começar pela primeira vez como titular um clássico entre os dois maiores rivais do Estado, Palmeiras e Corinthians.
Os dias que antecedem o encontro estão sendo encarados de maneira diferente pela dupla. A única coisa em comum nos discursos do jovem meia e do experiente zagueiro é a necessidade da vitória. Cobranças na rua? William não sabe o que é isso.
“Ninguém me pergunta nada na rua, nem me olham na cara, pois não me conhecem. Passo batido”, sorriu o jogador, lembrando de um episódio ocorrido quando chegou para uma partida.
“O Marcos e o Edmundo desceram do ônibus e todo mundo foi em cima deles. Eu até olhei para ver se alguém gritava, mas ninguém falou nada e eu passei batido”, sorriu o jogador, que traz no currículo duas partidas e duas derrotas contra o rival, uma pelo Paulista sub-17 e outra pelos profissionais, no Brasileiro 2006.
Aposta de Caio Júnior para a temporada, William, que nas páginas do Orkut (site de relacionamentos mais famoso da Internet) tem uma comunidade chamada “William e mais dez”, comentou que não se incomoda em não ser abordado pela torcida nas ruas.
“Confesso que não tenho nem Internet e preciso me atualizar mais, mas acho que a base do Palmeiras está sendo mais valorizada. Não me incomodo em não ser reconhecido, pois o reconhecimento vem com muito trabalho e é conquistado no dia-a-dia”.
Se William ainda luta para ser reconhecido, Edmílson, que nesta quarta-feira completará dois meses de Palmeiras, afirmou que já sentiu o que é a véspera de uma partida contra o rival do Parque São Jorge.
“É um jogo diferente, que mexe com muita gente. Na rua, há a cobrança. Os amigos ligam para incentivar, para cobrar e até para aliviar um pouco. Todo jogador, desde a base, sonha em jogar uma partida como essa e vamos fazer de tudo para vencer”.