O empresário Wagner Ribeiro promete acionar órgãos como a Fifa e até mesmo o governo brasileiro para obter a liberação do atacante Éder Ceccon, que teve seu passaporte retido pelo Kayserispor, da Turquia. Sem pagar os salários do atleta, o clube turco não aceita a rescisão do contrato.
Segundo Ribeiro, o acordo firmado em agosto do ano passado, previa que o clube turco deveria pagar as luvas e o salário do jogador, coisa que não foi feita. Assim, o jogador, manifestou à diretoria sua intenção de deixar o time, mesmo sem terem sido acertadas as pendências financeiras, proposta recusada pelo Kayserispor. O clube exige ainda que o atleta renove seu contrato até 2010, para só assim devolver-lhe o passaporte.
Diante do impasse, Wagner Ribeiro afirmou que vai entrar com recurso junto aos órgãos legais para conseguir trazer Éder de volta ao Brasil. “Já tentamos entrar em contato com o consulado brasileiro, mas até agora não conseguimos nada. Não queremos mais que o clube pague as luvas e o salário que deve ao jogador, apenas queremos ter seu passaporte liberado para que ele possa voltar em paz a seu país”, disse o empresário, em entrevista à Jovem Pan, acusando os turcos de desonestidade.
“É uma corja de mau-caráteres. Se as pessoas pensam que as diretorias dos clubes brasileiros são corruptas, certamente nunca souberam da realidade do futebol turco. Aqui, é normal os jogadores ficarem sem receber, mas aqui no Kayserispor é ainda pior, pois o Éder está sem dinheiro desde setembro e não deixam que ele volte ao Brasil. É desumano”, afirmou Ribeiro.
Durante uma conversa com o empresário, intermediada pela emissora de rádio, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva Jesus Júnior, prometeu que entrará em contato com as autoridades diplomáticas para a resolução do impasse. "Tentaremos entrar em contato com o Itamaraty ainda nesta tarde para que o governo turco seja acionado sobre o caso. É totalmente insconstitucional o que este clube está fazendo, pois fere o direito do cidadão brasileiro de ir e vir". afirmou o ministro.