O Corinthians teria obrigação de vencer o lanterna América-MG, nesta quarta-feira, se o argumento fosse o comparativo entre as campanhas das duas equipes até aqui no Campeonato Brasileiro. Dono do terceiro melhor ataque, com 21 gols marcados, o time paulista desafiará – a partir de 19h30 (de Brasília), no Pacaembu -, a segunda defesa mais vazada (a equipe mineira já sofreu 26 gols).
O grande problema é que esse cenário não é muito diferente do que a equipe encontrou no domingo, na Ressacada, na derrota para o Avaí, time que faz companhia ao América na zona de rebaixamento. Além de vacilar defensivamente, o Corinthians ainda abusou no número de chances perdidas.
“A exigência é o time ter o mesmo número de oportunidades que teve contra o Avaí, corrigindo o aspecto defensivo de todos”, diz o técnico Tite. “A efetividade é importante também. Contra o Avaí, poderíamos ter tido um grau de precisão maior”.
Para cobrar o ataque, que vai para o terceiro jogo seguido sem o artilheiro Liedson – jogador do Corinthians que mais finalizou na competição nacional, logo à frente de William, com quem justamente divide a artilharia, tendo seis gols cada -, o treinador se apoia em estatísticas. Diante do Cruzeiro, foram cinco chutes certos, contra 12 errados. Na Ressacada, a pontaria melhorou, com 13 finalizações certeiras e nove erradas, mas saiu um só gol, o primeiro de Emerson.
“Não se pode fugir de desempenho, tem que ser leal a isso. O time tem que criar oportunidades. Acertamos apenas 30% das finalizações contra o Cruzeiro. Já no jogo com o Avaí, a precisão foi de 59%, e o Felipe (goleiro adversário) teve um grande tarde”, justificou o comandante.
A defesa também é motivo de preocupação, já que, pela primeira vez sob seu comando, o time sofreu mais de dois gols, na derrota por 3 a 2 para o Avaí. Na segunda-feira, Tite se mostrou indignado e disse que o Corinthians não pode ser vazado três vezes “nem pelo Real Madrid”.