Os torcedores do Tricolor têm poucos motivos para acreditar em um final feliz no Paulistão. Entre os grandes, o time do Morumbi é o que está há mais tempo na fila – desde 2005 não levanta a taça do estadual -, além de ter se reforçado apenas o lateral-direito Luis Ricardo, ex-Portuguesa, pouco para um elenco carente em vários setores.
Mesmo com o desânimo e a descrença sobre o futuro da equipe – o São Paulo está em ano de eleição, o que dificulta a chegada de reforços e grandes mudanças -, os torcedores devem se apoiar em quatro nomes: o técnico Muricy Ramalho, o ídolo Rogério Ceni, o meia PH Ganso e o atacante Luis Fabiano.
Todos eles apostam na reviravolta do clube após uma temporada difícil. Para tanto, será necessário mais do que a união prometida pelo grupo durante a pré-temporada.
Para o comandante, basta a motivação de levantar mais um troféu pelo clube em que foi tricampeão nacional e é idolatrado pela torcida; Rogério Ceni, por sua vez, entra em seu possível ano de despedida da carreira precisando de mais conquistas em sua coleção pessoal; PH Ganso vai tentar cavar uma vaga na seleção brasileira e na Copa do Mundo, além de calar seus críticos, enquanto Luis Fabiano precisa urgentemente de uma artilharia para apagar a péssima temporada de 2013.
TABU INCÔMODO
Destaque em 2012, o atacante Osvaldo está há 44 jogos sem marcar. Os números, no entanto, não incomodam o técnico Muricy Ramalho, que deu voto de confiança ao jogador concedendo-lhe a titularidade nos primeiros treinamentos de 2014.
Se não balançar as redes até 28 de fevereiro, Osvaldo completará um ano sem comemorar um gol.
Afago após mimo do clube
Jurgen Klinsmann tomou a palavra e usou da diplomacia para afagar o São Paulo por ceder o CT da Barra Funda aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
“Estamos muito orgulhosos pela oportunidade de treinar em um dos clubes mais conhecidos do mundo. Antes de começar os trabalhos, disse aos meus atletas que se tratava de um momento especial, porque grandes jogadores já passaram por aqui. Somos privilegiados”, disse Klinsmann.