O técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, já admitiu publicamente que seus comandados têm a obrigação de conquistar a Copa do Mundo deste ano. Nesta quinta-feira, durante a abertura do evento de exposição da taça do Mundial, em São Paulo, Roberto Rivellino, tricampeão em 1970, no México, preferiu tirar o peso dos jogadores. Para o ex-meia, os brasileiros têm “apenas” a obrigação de representar bem o futebol brasileiro.
“Não podemos rotular que tem a obrigação de ganhar. Tem obrigação, sim, de representar o futebol brasileiro com dignidade”, afirmou Rivellino, que acredita ser fundamental o apoio dos torcedores.
“Acho muito importante o Brasil ter essa ligação (com a torcida) que teve na Copa das Confederações. O que me preocupa é se não tiver a resposta dos jogadores dentro do campo. Aí eu não sei como o torcedor vai reagir. Se misturarem as coisas e existirem outras cobranças (não relacionadas ao futebol), a Seleção pode ser prejudicada”, afirmou.
Certo de que as manifestações populares acontecerão ao longo da competição, Rivellino teme que os protestos transformem a Copa do Mundo em um “caos”.
“Que (os protestos) sejam pacíficos, sem violência, que aconteçam como aconteçaram na Copa das Confederações, sem atrapalhar o espetáculo. Se atrapalhar, aí vai virar um caos, que não será benéfico para ninguém”, disse.
Brasil x Alemanha na final e Suárez e Aguero na briga para ser o destaque
Como já havia dito anteriormente, Rivellino voltou a admitir a possibilidade de surpresas na Copa e reafirmou sua confiança na Alemanha, “no momento, a melhor seleção”. O tricampeão mundial gostaria de ver uma final entre alemães e brasileiros.
“Temos tradições dentro da Copa do Mundo. Brasil tem tradição, Alemanha, Itália, Argentina… Mas Copa é tiro curto, são sete jogos. De repente, uma seleção ganha dois, três jogos e fica num melhor momento. Não quero Argentina, nem Uruguai, nem Espanha (como adversários do Brasil na final)”, disse.
Em relação ao posto de melhor jogador da competição, Rivellino acredita que a disputa não fugirá dos três nomes mais comentados (Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi), mas também aposta em alguns azarões.
“Temos o Suárez, do Uruguai, e o Agüero, da Argentina. A Alemanha é muito mais tática. O futebol está muito fraco em valores. Cristiano Ronaldo e Messi brigam nos últimos sete anos para ver quem é o melhor”, afirmou.