O embate das 20 horas (de Brasília) desta sexta-feira não deveria passar de um amistoso, mas a rivalidade deve esquentar o encontro no gramado do Estádio Elias Figueroa Brander, na cidade chilena de Valparaíso. Mais humilde que a rival, o Peru desafia a dispendiosa seleção chilena tentando provar seu valor contra uma das gratas surpresas da última Copa do Mundo.
Além de ser resumida nas importâncias internacionais de cada seleção, a discrepância fica ainda mais clara nos valores dos direitos econômicos dos atletas convocados. Enquanto o meio-campista chileno Arturo Vidal custa 45 milhões de dólares (cerca de R$ 110 mi), a seleção peruana inteira não passa dos 28,3 milhões (equivalente a R$ 69 mi).
Peça principal da Roja, Vidal volta a ter condições físicas para ser o responsável pela armação da equipe nesta sexta-feira. A missão é alimentar o estrelado ataque formado por Eduardo Vagas e Alexis Sánchez, que liderou o Chile até às oitavas de final do Mundial disputado no Brasil neste ano. Na ocasião, o bom time armado por Jorge Sampaoli bateu a Espanha e só caiu nos pênaltis ao encarar a Seleção anfitriã.
Do outro lado, um dos mais valiosos – e valorosos – da Bicolor é Paolo Guerrero. O centroavante exalta a importância do confronto. “Conhecemos o Chile, sabemos o que fizeram na Copa do Mundo. Nós temos nos esforçado e os bons resultados são importantes. Fizemos boas partidas na Ásia e agora queremos fazer o possível para ganhar”, promete, lembrando a sequência de triunfos sobre Panamá, Iraque e Catar. O corintiano – que vale pouco mais de R$ 12 milhões – inclusive marcou um dos gols deste último embate.
Mas as cifras ficam de lado no Clássico do Pacífico, que tem rivalidade metabolizada por disputas históricas que remontam à guerra travada no Século XIX. Na ocasião, mesmo aliados à Bolívia os peruanos tiveram sua capital Lima ocupada pelo inimigo e acabaram vencidos pelo Chile. A derrota culminou na perda da província de Tarapacá. Desde então, o Peru lambe as feridas alimentando uma batalha psicológica que tem objetivo de superar o Chile, seja no que for.
Daí a importância do amistoso desta sexta-feira. Se a discussão de 130 anos não incomoda o Chile, a partida em Valparaíso é mais uma chance para os peruanos “vingarem-se”. No último duelo, disputado em março de 2013, a Bicolor triunfou por 1 a 0 e quebrou tabu de oito anos sem vencer a seleção rival.
Confira os demais amistosos desta sexta-feira:
Jordânia x Kuwait
Japão x Jamaica
Coreia do Sul x Paraguai
China x Tailândia
Iémen x Iraque
Omã x Costa Rica
Emirados Árabes Unidos x Austrália
Hong Kong x Cingapura
Arábia Saudita x Uruguai
Chile x Peru
Estados Unidos x Equador
Colômbia x El Salvador