
A seleção feminina de futebol dá o pontapé inicial para levar o título do Torneio Internacional de Brasília, às 21h50, contra o Chile, no Mané Garrincha. Antes do duelo das anfitriãs, às 19h30, Canadá e Escócia também se enfrentam na arena brasiliense.
A atacante Marta espera jogo tranquilo e define a seleção que mais dará trabalho ao Brasil no torneio na capital.
“Pelo histórico que temos, a equipe do Canadá é uma que sempre se mostra mais difícil. Das três é a mais complicadinha”, afirma a atleta eleita cinco vezes a melhor do mundo pela Fifa.
Mesmo que tenha o Canadá como a mais difícil, Marta não deixa de se preocupar com o Chile. “Temos que pensar no jogo de estreia e a gente nunca sabe o que vem pela frente. Temos que nos preparar para qualquer adversário”, reforça.
Ontem, as atletas treinaram no campo do Iate Clube e hoje participamde outro treino tático, às 16h, que antecederá o duelo de estreia.
Ansiedade
Contando os minutos para jogar no Mané Garrincha, a atacante Cristiane elogiou a estrutura do estádio inaugurado em maio.
“O Mané Garrincha está muito bom, me senti em um estádio da Europa ou dos Estados Unidos. Acho que o futebol brasileiro já estava merecendo essa estrutura há bastante tempo”, destaca.
Com um time entrosado por se conhecerem e jogarem há muito tempo juntas, o técnico Márcio Oliveira segue com o discurso otimista. “Para quinta-feira (hoje), o entrosamento depende muito da capacidade e inteligência das meninas em assimilar tudo com maior facilidade. Quero que elas absorvam isso e consigam desenvolver em campo com paciência. Espero que tudo dê certo”, confia.
Sem se preocupar tanto com o clima, Marcio espera o melhor de suas comandadas nos confrontos em Brasília. “Com chuva ou com sol, elas vão ter que jogar. E jogar bem”, finaliza.
Marta em busca do tetra
Em sua quinta edição, o Torneio chega a Brasília pela primeira vez. Tetracampeão, a atacante Marta garante que o Brasil vem com tudo para levar mais um.
“A gente sempre batalha para manter o título e vamos fazer o possível e o impossível para ganhar mais um”, garante.
Realizada sempre em São Paulo, Marta lembra o público que esteve presente para torcer por elas no passado. Ela espera, inclusive, que os brasilienses acolham a seleção e encha o Mané Garrincha durante os jogos.
“Quero que este torneio seja positivo em todos os sentidos e que o público venha nos prestigiar em peso”, espera a alagoana.
Reconhecimento
Ciente da carência que o futebol candango tem por não possuir uma equipe masculina capaz de disputar a Série A, Marta faz um comparativo com o próprio futebol feminino em geral no País.
“Assim como os times daqui são carentes, o futebol feminino, em geral, também é de tudo um pouco. Por isso quero muito que o público compareça no estádio e nos dê a força que tanto precisamos. Sem falar da força das nossas atletas que vêm batalhando há muito tempo para mudar esse quadro negativo”, enaltece.
Contando com esta força depositada nas atletas, Marta confia em sua equipe. “Estamos com trabalho novo, algumas meninas novas, mas todas com muito talento. Colheremos bons frutos neste Torneio e no futuro”, projeta a principal integrante da seleção. (K.M.O.)