As condições eram adversas no amistoso contra o Japão, mas a Seleção Brasileira se superou para superar poluição, gramado e calor para golear por 4 a 0. O triunfo elástico é fruto da agilidade do meio-campo canarinho, que confundiu o adversário a ponto de proporcionar quatro gols a Neymar.
“Com a poluição, temos que jogar. O campo ruim já está aí, temos que jogar”, contenta-se Dunga, sem lançar mão de desculpas. “Mas seria bom se tivéssemos um campo melhor, pelo espetáculo para às pessoas que vêm assistir”, completa.
Mas nem o ar de Pequim, uma das cidades mais poluídas do mundo, nem a areia do gramado do Stadium of Singapore contiveram o escrete canarinho. Dias após vencer o Superclássico das Américas sobre a Argentina por 2 a 0, a Seleção teve atuação ainda melhor para dobrar o placar contra o Japão. Segundo o cara do jogo, a evolução é constante pela ousadia.
“Nossa equipe tem jogadores dinâmicos, com muita habilidade”, lembra Neymar. “Então utilizamos isso no decorrer da partida. Tivemos muitas oportunidades de gols e poderia ser até mais, mas a equipe inteira está de parabéns”, celebra.
O discurso é engrossado pelo companheiro Robinho, que entrou aos 20 do segundo tempo e driblou a areia para aumentar ainda mais a velocidade brasileira. “Estamos melhorando. Claro que o que a gente quer é a Copa do Mundo, ainda têm muitas competições importantes pela frente, mas estamos no caminho certo”, celebra, bricando que o gramado “parecia as areias do Canal 2”, nas praias de Santos.
Ainda que esteja embalada, a caminhada da equipe verde e amarela é longa. No próximo mês, os dois compromissos contra Turquia e Áustria fecham a sequência de amistosos deste segundo semestre. Depois, a equipe só entra em campo em 2015 na reta final de preparação para a Copa América.