Preocupada com alguns tropeços da equipe nesta reta final de Campeonato Brasileiro, a diretoria do Santos resolveu dar um “um incentivo extra” para a sua comissão técnica, caso o time da Vila Belmiro consiga assegurar a permanência na Série A do Brasileirão para o ano que vem.
O valor oferecido pela cúpula alvinegra é de R$ 200 mil reais, a serem repartidos com todos os integrante do staff santista, e não apenas ao trio formado por Márcio Fernandes, Nenê Belarmino e Serginho Chulapa – estes dois últimos auxiliares do treinador.
Apesar de estar na 14° colocação, com 43 pontos e cinco pontos a frente do primeiro clube da zona do rebaixamento (o Figueirense, com 38), o Peixe ainda convive com a ameaça de queda para a Série B. Nas 36 rodadas disputadas até agora, o Alvinegro Praiano ficou na zona da degola durante 19 delas.
Para que o Santos se livre definitivamente de qualquer ameaça de queda para segunda divisão do futebol nacional já neste domingo, basta um empate no Mineirão, contra o Atlético-MG, caso o Figueirense não vença o Botafogo no Engenhão. Se os catarinenses derrotarem os cariocas, mesmo assim, um empate praticamente assegura os santistas na elite do futebol brasileiro, pois a distância entre ambos no saldo de gols (-9 contra -28) dificilmente seria revertida, faltando apenas duas rodadas para o fim da competição.
Se o Peixe perder para o Atlético-MG e o Figueirense ganhar, a decisão ficaria para o outro final de semana, quando o time da Vila Belmiro recebe Náutico – o Figueira terá o Internacional pela frente, no Orlando Scarpelli. O Alvinegro Praiano só cairia caso fosse derrotado pelo Timbu na Vila e o Figueira batesse o Inter, contando também com uma vitória de Atlético-PR ou Náutico (que duelam no domingo, nos Aflitos), nas duas rodadas que ainda vão ser disputadas.
Esta premiação a Márcio Fernandes e sua comissão técnica seria uma espécie de reconhecimento pelo fato do comandante ter tirado o clube das últimas colocações do campeonato. No entanto, o valor pode até ser considerado “baixo” perto do R$ 1 milhão que era gasto com Wanderley Luxemburgo e sua equipe. Emerson Leão e seus auxiliares recebiam em torno de R$ 600 mil, enquanto o staff de Cuca representava um custo de R$ 350 mil mensais.